Petróleo atinge os 100 dólares por barril pela primeira vez desde maio

Com a escalada do conflito no Médio Oriente o barril de petróleo Brent, que serve de referência para a Europa, está a negociar acima dos 100 dólares pela primeira vez desde 26 de maio.

O petróleo que serve de referência para as importações nacionais voltou a atingir os 100 dólares por barril, algo que não acontecia desde o final de maio.

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No fecho, os futuros do Brent subiram 7,03%, alcançando os 100,69 dólares por barril. O norte-americano WTI avançou 6,17%, para 92,19 dólares por barril. O Brent está assim a cotar em níveis máximos desde 26 de maio, antes de se verificar um alívio de tensões decorrente do acordo de paz anunciado pelos Estados Unidos e Irão em junho. Desde essa altura, apesar de alguns altos e baixos, a tendência foi sobretudo de alívio, tendo chegado a marcar os 71,51 dólares a 1 de julho. Com o barril de Brent a negociar nos 100 dólares, o preço do petróleo acumulou uma subida de 42% nos últimos 20 dias.

Variação do preço do petróleo Brent desde fevereiro.LSEG

A escalada dos preços é impulsionada pelo agravamento do conflito no Médio Oriente. Durante a última madrugada, os EUA voltaram a atacar instalações militares iranianas, atingindo, segundo Washington, meios marítimos, depósitos de mísseis e drones, postos de vigilância costeira e sistemas de defesa aérea.

Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão responderá “olho por olho” aos Estados Unidos, depois de o presidente norte-americano ameaçar bombardear centrais elétricas e pontes iranianas caso navios sejam atacados no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ainda novos ataques contra bases militares norte-americanas no Kuwait, incluindo um hangar de drones.

Já esta quinta-feira, Donald Trump recorreu às redes sociais sublinhando que os EUA vão retomar os ataques ao Irão, caso os Houthis do Iémen voltem a atacar a Arábia Saudita ou os seus navios, como aconteceu na última noite. “Os EUA vão responsabilizar o Irão, uma vez que os Houthis são um substituto do Irão, e um enorme castigo vai ser infligido ao Irão claro aos próprios Houthis, com quem eu estou muito desiludido, uma vez que, até agora, agiram de forma muito profissional e esperta”, escreveu Trump na rede social Truth.

Adicionalmente, durante a conferência de imprensa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, classificou como “alarmante” a evolução do conflito no Mar Vermelho, na sequência dos ataques a petroleiros sauditas alegadamente efetuados pelos rebeldes houthis. Na reunião do BCE foi anunciado que as taxas de juro permanecem inalteradas.

(Artigo atualizado pela última vez às 21h00 com a cotações de fecho)

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