Trump ameaça destruir infraestruturas civis iranianas por cada ataque no estreito de Ormuz

  • Lusa
  • 22 Julho 2026

Ao 11º dia de ataques consecutivos dos EUA ao Irão, Presidente norte-americano ameaça bombardear pontes e centrais iranianas sempre que Teerão atingir um navios no Estreito de Ormuz.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou esta quarta-feira destruir infraestruturas civis iranianas sempre que Teerão atacar navios no estreito de Ormuz, numa altura em que prosseguem os confrontos entre os dois países.

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A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, seja com um míssil, um rocket, um drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

A ameaça surge após a 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos norte-americanos contra o Irão, que, segundo o Pentágono (Departamento de Defesa), visaram hangares de aeronaves e depósitos de drones. Em resposta, o Irão lançou mísseis contra a cidade de Aqaba, na Jordânia, junto à fronteira com Israel.

As Forças Armadas jordanas afirmaram ter intercetado quatro mísseis e quatro drones, enquanto outros projéteis caíram em zonas desabitadas. Também foram emitidos alertas de mísseis no Bahrein e na Arábia Saudita, embora as autoridades sauditas tenham posteriormente indicado que o perigo tinha passado.

Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os ataques norte-americanos dos últimos 11 dias provocaram 53 mortos, entre os quais seis mulheres e três crianças, e cerca de 600 feridos. A Guarda Revolucionária iraniana garantiu que continuará os ataques de retaliação, enquanto o Governo de Teerão mantém a disputa em torno do estreito de Ormuz, por onde, em tempos de paz, transita cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados a nível mundial.

Numa declaração na Casa Branca, Trump voltou na terça-feira a mostrar pouco interesse em retomar negociações com Teerão e admitiu novos ataques contra instalações nucleares iranianas, incluindo um complexo subterrâneo em construção junto ao centro de enriquecimento de Natanz.

Também o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, condenou as ações iranianas no estreito de Ormuz durante uma reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a decorrer nas Filipinas, afirmando que permitir a um Estado controlar uma via marítima internacional e atacar navios comerciais criaria “um precedente muito perigoso”.

Entretanto, o porta-voz do Ministério do Interior iraniano, Ali Zeinivand, afirmou que “a diplomacia não foi suspensa” e que continuam a ser trocadas mensagens entre as partes, apesar da escalada militar. O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

Em retaliação aos mais recentes ataques norte-americanos, Teerão tem atacado países aliados dos Estados Unidos na região, como é o caso do Kuwait, Bahrein e Jordânia. A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.

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