Portugal dá contributo de 13,4% para as contas do grupo Bankinter com lucro de 114 milhões antes de impostos
Margem bruta do Bankinter Portugal cresceu 10% e o resultado antes de impostos alcançou os 114 milhões de euros na primeira metade deste ano, ficando 9% acima do período homólogo.
O Grupo Bankinter fechou o primeiro semestre com um resultado antes de impostos de 853 milhões de euros, mais 11,4% do que há um ano, e um resultado líquido de 605 milhões, que representa um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Segundo os resultados apresentados esta quinta-feira, a margem bruta do Bankinter Portugal cresceu 10% e o resultado antes de impostos alcançou os 114 milhões de euros até junho, 9% acima do período homólogo, e que “representa um contributo de 13,4% para as contas do grupo”.
A seguir a Espanha, Portugal é apontado como a “segunda geografia mais importante em termos de volume de negócio e receitas (…), que continua a demonstrar uma evolução muito positiva”. Nos primeiros seis meses do ano, a carteira de crédito no país cresceu 8%, para os 11.500 milhões de euros.
Relativamente aos recursos de clientes de retalho e os geridos fora de balanço, a instituição financeira diz que o crescimento ascendeu a 12%, alcançando os 15.000 milhões de euros em Portugal. “Maior ainda é o crescimento da carteira de custódia de valores, que soma 6.000 milhões de euros, mais 29% do que há um ano, acrescenta.
O Bankinter Portugal está a celebrar dez anos em Portugal com a ambição de superar o Crédito Agrícola e o Montepio. Foi a 1 de abril de 2016 que o grupo fechou a compra da operação de retalho do Barclays em Portugal, por 86 milhões de euros, e desde então o banco espanhol – que nasceu em 1965 em resultado de uma joint venture entre o Santander e o Bank of America — já multiplicou esse investimento por várias vezes.

No mesmo comunicado, o grupo que tem a operação em Portugal liderada por Alberto Ramos descreve que, em termos consolidados, a primeira metade deste ano trouxe “resultados sólidos, baseados no crescimento dos volumes de negócio com clientes, na diversificação das fontes de receitas e numa gestão rigorosa dos custos”.
“O dinamismo comercial em todas as geografias e atividades, juntamente com uma gestão prudente de riscos e de capital, reforça a capacidade do grupo para continuar a gerar resultados de forma sustentável e a criar valor para os acionistas”, completa o Bankinter, que está também presente na Irlanda.
Bankinter sublinha “desempenho muito bom” em Portugal
Em conferência de imprensa, a CEO do Bankinter, Gloria Ortiz, destacou o “desempenho muito bom” do banco em Portugal no primeiro semestre, marcado pelos impactos da guerra no Irão nos preços e as “políticas monetárias restritivas dos bancos centrais”.
Falando em Madrid, na apresentação dos resultados do grupo, sublinhou, citada pela Lusa, os “crescimentos de duplo dígito em toda a conta de resultados” em Portugal e um “rácio de eficiência excecional, melhor do que em Espanha, de 32%”.
Entre outros dados relativos ao Bankinter em Portugal, revelou que a margem de juros cresceu 10% no primeiro semestre relativamente ao mesmo período de 2025, para 156 milhões de euros, e que as comissões líquidas passaram para 44 milhões (mais 14%).
Os custos operacionais cresceram 7%, com a CEO a sublinhar que o Bankinter está “a investir em Portugal para poder continuar a crescer de maneira eficiente” e o “rácio de eficiência excecional”.
(Notícia atualizada às 13h20 com declarações da CEO sobre Portugal)
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