Exames. Mais de 26 mil provas afetadas por erros. EduQA corrige números
O EduQA corrigiu os números divulgados sobre os erros de parametrização nos exames e esclareceu que 26.048 provas foram impactadas. O total de classificações alteradas passou de 5.314 para 18.321.
Mais de 26 mil provas dos exames nacionais da 1.ª fase foram afetadas pelos erros de parametrização identificados em quatro disciplinas. Os números foram corrigidos esta quinta-feira, em comunicado do EduQA.
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O organismo sublinha que esta atualização “não teve qualquer impacto nas pautas enviadas às escolas, nem corresponde a uma nova correção das provas ou a qualquer alteração das classificações dos alunos”.
Segundo os novos dados foram 26.048 as provas afetadas pela correção dos erros de parametrização. Destas, 12.053 correspondem ao exame de Geografia A, 11.319 a Física e Química A, 2.179 a História A e 497 a Português Língua Não Materna.
Classificações alteradas passam de 5 mil para 18 mil
Ao contrário do que tinha sido comunicado na quarta-feira, quando o Júri Nacional de Exames (JNE) indicou que 5.314 classificações tinham sido alteradas, o EduQA esclareceu agora que foram 18.321 as classificações efetivamente alteradas após a correção dos erros de parametrização.
Em Geografia A, a correção fez subir 4.253 classificações e descer 73. Em Física e Química A, 10.294 classificações aumentaram e 1.025 diminuíram. Já em História A e em Português Língua Não Materna, todas as classificações afetadas subiram, num total de 2.179 e 497, respetivamente.
- Geografia (719):
12.053 provas impactadas;
4.253 classificações subiram;
73 classificações desceram.
- Física e Química A (715):
11.319 provas impactadas;
10.294 classificações subiram;
1.025 classificações desceram.
- História A (623):
2.179 provas impactadas;
2.179 classificações subiram;
0 classificações desceram. - Português Língua Não Materna (839):
497 provas impactadas;
497 classificações subiram;
0 classificações desceram.
O EduQA explica que, no caso da prova de Física e Química A (715), “os números anteriormente divulgados correspondiam ao número de alunos potencialmente abrangidos pela correção da parametrização do item em causa”, enquanto “os valores agora comunicados correspondem ao impacto efetivo dessa correção nas classificações finais das provas após o recálculo”.
Nas restantes provas, acrescenta que “os números inicialmente divulgados incluíam também classificações que, após o recálculo, se mantiveram inalteradas”, esclarecendo que “os valores agora apresentados reportam exclusivamente às provas efetivamente impactadas pela correção dos itens identificados e ao respetivo efeito nas classificações finais”.
EduQA esclarece regra dos 9,5 valores
O JNE/EduQA aproveitou ainda para esclarecer a aplicação da classificação de 95 pontos (9,5 valores), anunciada na quarta-feira.
“O JNE/EduQA esclarece que a atribuição da classificação de 95 pontos (9,5 valores) apenas pode ocorrer em situações excecionais em que, na sequência de uma correção decorrente de um problema técnico ou de uma atualização de pauta, um aluno que inicialmente se encontrava aprovado passaria a não aprovado“, explica.
Nesses casos, é atribuída a classificação de 95 pontos, preservando a aprovação do aluno, uma salvaguarda que, segundo o organismo, já está prevista na regulamentação dos processos de reapreciação das provas.
A título de exemplo, o organismo refere que um aluno com classificação inicial de 100 pontos (10 valores) que, após a correção, passasse a obter uma classificação inferior a 95 pontos, manteria a classificação de 95 pontos (9,5 valores).
O EduQA sublinha, por isso, que esta salvaguarda “aplica-se exclusivamente às situações descritas“, não correspondendo “à atribuição automática ou generalizada de classificações de 95 pontos”.
Paralelamente, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, revelou que, até terça-feira, tinham sido reportados 680 casos de desconformidades na digitalização dos exames nacionais da 1.ª fase, garantindo que as situações têm sido resolvidas.
(Notícia atualizada às 16h44 com mais informação)
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