Governo vai alienar ações da Nos e CTT. Venda do Hospital da Cruz Vermelha relançada

Estado tem 71 ações na telecom e uma participação de 0,25% no operador postal. Essas e outras participações residuais vão ser vendidas. Venda do Hospital da Cruz Vermelha também vai ser relançada.

O Governo vai vender participações “absolutamente residuais” do Estado em várias empresas, como a Nos e os CTT, anunciou esta quarta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. Para breve está também o relançamento do processo de alienação da sociedade gestora do Hospital da Cruz Vermelha.

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“Vamos vender aquelas participações que são absolutamente residuais”, adiantou o ministro numa audição na Comissão do Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFMA).

Sarmento assegurou aos deputados que vai entregar na Assembleia da República ainda esta quarta-feira o relatório do grupo de trabalho que ficou responsável por identificar as empresas estratégicas para o Estado e quais não são. Mas já revelou quais são aquelas que “não têm interesse”, tais como os 0,25% nos CTT, as 71 ações da Nos, mas também na Fosforeira Portuguesa e outras empresas.

“São as mais peculiares, estamos a arrumar isto”, declarou o ministro. “O que o Estado faz com 71 ações da Nos?”, questionou depois, admitindo não espera encaixes relevantes com estas vendas.

Em relação aos CTT e à Nos, Miranda Sarmento considerou que serão operações mais simples, pois as duas empresas estão cotadas na bolsa.

Já o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, que acompanhou o ministro na audição parlamentar, revelou que também está para breve o relançamento do processo de venda da totalidade da Sociedade Gestora do Hospital da Cruz Vermelha, detida em 55% pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e em 45% pela Parpública.

Silva Lopes lembrou que a anterior tentativa de venda “não tinha condições para prosseguir”, pois o hospital “não estava numa situação financeira que permitia um processo concorrencial”. “De lá para cá houve um processo de reabilitação e recuperação”, prosseguiu o secretário de Estado, e em breve será anunciado outro processo.

O mesmo acontecerá com o Autódromo do Estoril, estando em curso uma consulta ao mercado para sondar potenciais interessados.

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