Espanhola Catalyxx investe 120 milhões em Sines para construir fábrica de químicos verdes

Unidade fabril vai começar a ser construída no quarto trimestre para produzir butanol, hexanol e octanol a partir de bioetanol, que são consideradas alternativas mais sustentáveis à petroquímica.

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Há mais um investimento estrangeiro – e milionário – a caminho de Sines. A empresa espanhola Catalyxx anunciou esta quarta-feira que vai construir em Portugal a sua primeira fábrica de produtos químicos renováveis de escala comercial, avaliada em 120 milhões de euros. A escolha para o projeto industrial – que foi reconhecido como Projeto de Interesse Nacional (PIN) pelo Governo – recaiu sobre a cidade no litoral alentejano que se tornou autêntico recetáculo de investimentos internacionais na energia, tecnologia e logística.

A multinacional nascida em Sevilla e com sede nos Estados Unidos considera que Sines é “um dos importantes polos industriais e logísticos da Europa”, tem infraestruturas “de classe mundial” e desenhadas a pensar na indústria, um porto de águas profundas com conectividade logística e acesso a energia renovável. Para a Catalyxx, estas são características que permitirão reforçar a sua posição no mercado dos produtos químicos de base biológica, bem como o papel de Portugal enquanto “líder em inovação industrial sustentável e indústria avançada”.

A fábrica da Catalyxx em Sines, que se chamará Catalyxx Ibérica e será a principal na Europa, irá produzir butanol, hexanol e octanol a partir de bioetanol, que são consideradas alternativas mais amigas do ambiente do que a produção petroquímica. O plano é que a unidade de produção comece a ser construída no quarto trimestre deste ano e depois sirva de rampa de lançamento para a expansão global da empresa, segundo a informação disponibilizada online.

E a obra terá mãos portuguesas. O trabalho de engenharia está a ser feito com o apoio da Quadrante e da empresa australiana Worley, especializada em energia, química e recursos naturais, com as quais a Catalyxx assinou contratos após ter obtido um financiamento de 20 milhões de euros de financiamento público-privado da Empresa Comum para uma Europa Circular de Base Biológica (CBE JU).

“A nossa unidade Catalyxx Ibérica representa o próximo passo na missão da Catalyxx de substituir os produtos químicos de origem fóssil por alternativas renováveis, quimicamente idênticas, totalmente compatíveis com as aplicações industriais existentes e com uma intensidade de carbono significativamente menor”, ​​afirmou o CEO da Catalyxx, Joaquín Alarcón, deixando elogios à AICEP, CCDR Alentejo, Câmara Municipal de Sines e Administração dos Portos de Sines e do Algarve.

Depois de testar o conceito com uma “unidade de demonstração” em Sevilha, que lhe permitiu validar o processo, a empresa hispalense considera-se pronta para escalar e espera ainda que o projeto em Sines “catalise investimentos privados e institucionais adicionais significativos em Portugal, criando um efeito multiplicador em todo o ecossistema industrial do país e apoiando o desenvolvimento de novas cadeias de valor sustentáveis” e evite a emissão de aproximadamente 105 mil toneladas de CO₂ por ano.

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