Candidaturas ao ensino superior somam 2.722 ao segundo dia. Há um ano eram 16.339
Candidaturas ao ensino superior continuam muito abaixo do ritmo de 2025. Até ao segundo dia da 1.ª fase foram submetidas 2.722 candidaturas, menos 13.617 do que há um ano.
No segundo dia da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior foram submetidas 2.722 candidaturas, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). São menos 13.617 do que no segundo dia do ano passado, quando foram registadas 16.339 candidaturas.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
O primeiro dia das candidaturas ao ensino superior terminou com apenas 304 candidatos. No arranque do concurso do ano passado, tinham sido registados 10.183 candidatos.
O contraste face ao ano passado explica-se, em parte, pelos atrasos na divulgação e revisão das classificações dos exames nacionais, na sequência das falhas na classificação digital.
A 1.ª fase do concurso nacional arrancou a 20 de julho e decorre até 6 de agosto, disponibilizando cerca de 56 mil vagas, numa altura em que continuam a ser detetados problemas relacionados com a classificação de algumas provas, nomeadamente de Geografia A e Física e Química A.
Outro dos problemas registados prendeu-se com a emissão das fichas ENES, documento obrigatório para a candidatura ao ensino superior. As escolas só puderam começar a emiti-las a 20 de julho, coincidindo com o arranque das candidaturas, quando o calendário inicial previa que esse processo tivesse início a 14 de julho.
Também o movimento cívico MetaProf, criado por professores, denunciou na terça-feira que as pautas com os resultados dos exames nacionais do ensino secundário foram afixadas nas escolas sem data, inviabilizando o cálculo do prazo para a reapreciação das provas.
Na terça-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou que a época extraordinária dos exames finais nacionais do ensino secundário vai decorrer entre 3 e 8 de setembro e estará aberta a todos os alunos elegíveis para a realização de provas na segunda fase, independentemente de as terem realizado ou não em julho. As inscrições para a época extraordinária decorrem entre 27 e 31 de julho.
Em comunicado, o ministério liderado por Fernando Alexandre explicou que a decisão pretende garantir que “nenhum aluno será prejudicado” pelas dificuldades técnicas registadas na classificação eletrónica dos exames nacionais, que impediram alguns estudantes de conhecer atempadamente as suas classificações definitivas.
Segundo o Governo, estes atrasos “poderão ter condicionado, designadamente, a decisão de inscrição e de realização dos exames na 2.ª fase, bem como a adequada preparação dos alunos”.
Os exames realizados na época extraordinária são considerados, para todos os efeitos, como correspondendo à 2.ª fase.
Nos casos em que um aluno realize exames tanto na 2.ª fase, em julho, como na época extraordinária, em setembro, será considerada a melhor classificação obtida entre as duas provas.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Candidaturas ao ensino superior somam 2.722 ao segundo dia. Há um ano eram 16.339
{{ noCommentsLabel }}