“A relação humana é sobrevalorizada” na mediação de seguros
O papel da relação humana e da tecnologia na mediação de seguros estiveram em debate no Fórum Nacional de Seguros. Assista aqui, na íntegra, ao painel.
No painel “A importância das relações humanas na Mediação de Seguros”, na 5.ª edição do Fórum Nacional de Seguros, Bruno Dias, Diretor Regional da zona de Cascais/Sintra do Grupo Generali, Helga Saraiva, Key Note Speaker e Executive Mentor, João Paulo Mendes, CTO e Co-Founder da Goosebrokers, e Tiago Monteiro, especialista em Soluções de Seguros na JPMonteiro Seguros, discutiram até que ponto a proximidade humana continua a ser o fator decisivo na relação entre mediadores e clientes, e nem todos concordaram.
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Tiago Monteiro defendeu que a tecnologia reforça, em vez de ameaçar, essa relação. “A inteligência artificial está aqui para nos ajudar e não para ameaçar. O nosso negócio é o negócio de pessoas. É a relação com o cliente, é a confiança“, afirmou, notando que muitas das suas relações com clientes se constroem à distância, sem contacto presencial: “e daí a importância das relações na mediação ser fundamental para perdurar. Não é uma coisa que esteja ameaçada.”
João Paulo Mendes trouxe uma perspetiva geracional. “O nosso grande desafio será perceber qual a parte dessas relações que está assente na tecnologia e o que é que a tecnologia pode melhorar nessas relações”, afirmou, notando que as gerações mais novas terão “relações de proximidade fundamentadas muito mais na tecnologia”, do que as gerações anteriores.
Bruno Dias situou a tecnologia como apoio à proximidade, não substituto dela. “A proximidade da mediação com os clientes, na sua presença e na sua relação do dia a dia, é algo que a tecnologia nunca irá substituir”, disse, defendendo uma mediação cada vez mais consultiva, capaz de desviar a conversa do preço: “é a venda consultiva que gera perceção de valor no cliente final.”
Já Helga Saraiva foi mais longe. “Considero que a relação humana é sobrevalorizada“, afirmou. “Falamos de um consultor mais disponível, que conhece bem os seus produtos, mas isso não é valor, é só um ponto de partida.” Para Saraiva, o verdadeiro problema é que “a maior parte dos consultores não entende o que é verdadeiramente valor interpretado de forma cliente-cêntrica”, explica, sublinhando que “já ninguém quer comprar a quem não sabe o que vende.”
Veja aqui, na íntegra, o painel que reuniu Bruno Dias, Helga Saraiva, João Paulo Mendes e Tiago Monteiro.
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