Bugalho acusa PS de tentar “sabotar a governação” e rejeita cenário de crise política

  • ECO
  • 21 Julho 2026

Sebastião Bugalho acusa o PS de tentar "sabotar a governação" e rejeita um cenário de crise política, defendendo que o Orçamento do Estado não deve gerar "ansiedade nacional".

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, acusou o Partido Socialista de procurar “sabotar a governação” para transmitir aos portugueses uma imagem de inércia do Executivo liderado por Luís Montenegro. O também vice-presidente social-democrata afirmou que “não há nem Governo em crise, nem país em crise“, considerando que PS e Chega têm procurado criar essa perceção junto da opinião pública.

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Em entrevista à RTP Antena 1, Bugalho sugeriu que o processo de reforma da Administração Pública enfrenta obstáculos herdados dos nove anos de governação socialista, numa referência às falhas registadas na correção dos exames nacionais.

“É sempre difícil fazer transições quando estamos há nove anos fora do Governo porque houve muita gente que entrou para o Estado que não é do nosso partido”, reiterou. O social-democrata acrescentou que “há mais coisas a remendar” e que “as coisas funcionam de forma mais devagar”, e ainda que o PS procura “sabotar a governação” para transmitir uma imagem de incapacidade do Executivo.

A poucos meses da negociação do Orçamento do Estado para 2027, Bugalho procurou igualmente afastar um cenário de instabilidade política, defendendo que a discussão orçamental “não tem de ser um momento de ansiedade nacional”.

O porta-voz do PSD espera que José Luís Carneiro mantenha disponibilidade para dialogar com o Governo sobre o próximo Orçamento, considerando essa posição “bastante sensata”, embora tenha criticado o comportamento recente do secretário-geral socialista, que classificou como “algo errático”.

Entre essas críticas, destacou o pedido de demissão do ministro da Educação, Fernando Alexandre, durante a crise provocada pelo processo dos exames nacionais. “Como é que alguém pede a demissão do ministro da Educação em pleno processo de correção dos exames? O Pedro Nuno Santos eu ainda acreditava. Mas o José Luís Carneiro?”, questionou durante a entrevista à RTP Antena 1.

Bugalho aferiu que a saída de Fernando Alexandre “seria um mau dia não só para este Governo como para o país”, reiterando que o Executivo continua focado na concretização da sua agenda reformista. Acerca dos problemas na correção dos exames, afirmou ainda: “Não vou usar a palavra sabotagem, mas é muito diferente ter uma agenda reformista quando se está no poder há dois anos depois de o partido adversário ter estado no Estado durante nove.”

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