Juros da casa dão maior salto em dois anos e meio
No mês em que o BCE aumentou os juros por causa da subida da inflação provocada pela guerra no Médio Oriente, os juros dos empréstimos da casa registaram o maior salto desde janeiro de 2024.
Os juros da casa voltaram a subir em junho, mês em que o Banco Central Europeu (BCE) agravou as taxas oficiais por causa da por causa da subida da inflação provocada pela guerra no Médio Oriente. A taxa associada aos contratos de empréstimos à habitação deu mesmo o maior salto em dois anos e meio, após dois meses de alívio.
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A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,101% em junho, traduzindo um aumento de 3,6 pontos base face a maio (3,065%), de acordo com os dados revelados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Juros da casa sobem em junho
Fonte: INE
É preciso recuar a janeiro de 2024 para observar uma subida mais expressiva: nesse mês a taxa dos empréstimos da casa subiram 6,4 pontos base antes de um período de quase dois anos em queda.
Os juros da casa já tinham subido em março com o início do conflito entre os EUA e Israel e o Irão. Deslizaram em abril e maio com o alívio das tensões. Voltaram entretanto a subir no mês passado, em que o BCE confirmou as expectativas dos mercados ao subir as taxas de juro diretoras depois de uma pausa de um ano.
Os dados do INE mostram ainda que a prestação média de junho se fixou nos 411 euros, mais 17 euros em relação a junho do ano passado e da qual 209 euros correspondiam a capital amortizado e 202 a juros pagos.
Já o capital em dívida atingiu os 78,9 mil euros, registando-se um aumento de 608 euros face ao mês anterior. Há seis anos que sobe de forma ininterrupta. Desde maio de 2020 o capital médio em dívida pelas famílias junto da banca aumentou quase 25 mil euros.
(Notícia atualizada pela última vez às 11h27)
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