“Não há necessidade para o BCE voltar a subir juros”, defende JPMorgan AM

Acordo final com Irão na segunda metade do ano, deverá permitir descida gradual da inflação, argumenta a gestora de ativos, que reforçou a exposição a dívida pública europeia após escalada dos juros.

Depois de uma pausa de um ano, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a subir as taxas de juro de referência na Zona Euro, na reunião de junho. O movimento era amplamente esperado e surge após a escalada dos preços da energia, com impacto na taxa de inflação, devido à guerra do Irão. Apesar de um reacender das tensões entre os EUA e o Irão nos últimos dias, a JPMorgan Asset Management (AM) está confiante que nem o banco central do Zona Euro, nem a Reserva Federal dos EUA (Fed) precisam voltar a subir juros.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Em relação aos bancos centrais, vimos o mercado com expectativas muito agressivas para as taxas de juros“, destaca Lucía Gutiérrez-Mellado, diretora de estratégia para Espanha e Portugal da gestora de ativos detida pelo banco norte-americano, numa apresentação a jornalistas. “Não vemos necessidade para o BCE voltar a subir juros, nem a Fed“, defende.

Apesar de as negociações para um acordo final entre o Irão e os EUA terem dado um passo atrás, com o recente fim do cessar-fogo na região, já depois de ter sido anunciado um acordo de princípio, a JPMorgan AM reforça que “a ninguém interessa que esta guerra se alargue mais“. “O nosso cenário base é que haja um acordo” em breve.

Para a gestora de ativos, a inflação “não vai atingir níveis de 2022”, antecipando uma correção gradual do índice de preços na segunda metade do ano, “quando se materializar o final da guerra“.

Perante isto, a expectativa da gestora é que “os bancos centrais se mantenham em espera”.

Em termos de investimento, a JPMorgan AM continua otimista para os ativos de risco, antecipando mais uma época de divulgação de resultados forte. “As expectativas para o segundo trimestre são de um crescimento de mais de 20% nos EUA, pelo segundo trimestre; sete trimestres consecutivos com crescimentos acima de 10%“, números “muito bons”, sintetiza Lucía Gutiérrez-Mellado. “Onde falta confirmar esta recuperação é na Europa”, refere a mesma especialista.

Depois de uma subida das taxas de juro, devido aos receios de vários agravamentos das taxas por parte dos bancos centrais, a JPMorgan AM reforçou a sua exposição à dívida pública na Europa. “As taxas de juro subiram demasiado devido a expectativas de subida de juros demasiado elevadas“, justifica.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

“Não há necessidade para o BCE voltar a subir juros”, defende JPMorgan AM

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião