Mantém confiança no ministro Luís Neves? “Plenamente, plenamente”, responde Montenegro

  • Lusa e ECO
  • 16 Julho 2026

Montenegro considerou que "o pressuposto para estar no Governo é precisamente a confiança que o primeiro-ministro deposita nos membros do seu Governo".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quinta-feira que mantém a confiança no ministro da Administração Interna e rejeitou que Luís Neves tenha ameaçado deputados do Chega, devolvendo estas acusações ao partido de André Ventura. “Se eu mantenho a confiança política no ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado, plenamente, plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado”, afirmou.

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O primeiro-ministro respondia ao líder do Chega durante o debate sobre o Estado da Nação, que questionou Luís Montenegro se “mantém ou não a confiança” em Luís Neves. Luís Montenegro considerou a pergunta retórica, indicando que “o pressuposto para estar no Governo é precisamente a confiança que o primeiro-ministro deposita nos membros do seu Governo”.

O líder do executivo disse também que “não é verdade que o senhor ministro da Administração Interna ameaçou quem quer que seja e intimidou quem quer que seja”.

O líder do executivo diz que “não é verdade” que o ministro Luís Neves “ameaçou ou intimidou quem quer que seja”, ao contrário do que alegou Ventura. “Em intimidação, os senhores dão aulas a qualquer um”, aponta Montenegro, antes de acrescentar que o “MAI não cometeu nenhuma ilegalidade, não prejudicou o interesse público. Democraticamente prestará todos os esclarecimentos”, diz Montenegro.

“Em matéria de ameaças e intimidações a adversários políticos, os senhores dão aulas a qualquer um. Nós não temos, nem queremos aprender com isto”, acusou. Montenegro sustentou que o ministro “não cometeu nenhuma ilegalidade”, “não prejudicou o interesse público nem privilegiou o interesse público face a qualquer interesse particular”.

“O senhor ministro da Administração Interna, naturalmente, democraticamente, prestará todos os esclarecimentos e será alvo do escrutínio político e democrático que devemos, de forma madura, realizar nesta Assembleia e no debate político”, indicou.

Na primeira intervenção, André Ventura voltou a acusar o ministro da Administração Interna de “ameaçar e intimidar” partidos da oposição e jornalistas, e também de evitar responder “às perguntas que tem de responder”.

“Enquanto o PSD se ri desta situação, a pergunta é: mantém ou não a confiança no seu ministro da Administração Interna para continuar a governar”, disse.

O primeiro-ministro carregou também nas críticas ao Chega. “Para o senhor deputado, o Estado da Nação é o estado dos órgãos de informação no dia em que o debate se realiza. Sem embargo de o Governo ser escrutinado, para si é sempre tudo muito pouco importante porque a importância só está na notícia do momento”, diz.

“Não falou de impostos, não falou de salários, de investimento, de habitação, de políticas de educação como um todo, da mobilidade, de segurança, de justiça, de sensibilidade social, de empatia. Só lhe interessam os casos do momento”, defende-se Montenegro. Sobre as críticas do Chega por ter ido ao estrangeiro ver três jogos de futebol do Mundial, Montenegro diz que “o primeiro-ministro não foi aqui acusado pela sua parte de ter faltado a nenhuma das suas obrigações, mesmo quando esteve fora do país”.

E aponta que o Chega não apontou “um ato que devesse ter sido praticado pelo primeiro-ministro aqui no país, uma ação, um acompanhamento de uma matéria”.

Dirigindo-se a Ventura, diz: “Talvez inspirado por uma visão egocêntrica, entende que o Governo é sempre só o primeiro-ministro. O Governo é o primeiro-ministro, é a sua coordenação e depois são os ministros e os secretários de Estado.”

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