Sacyr e DST ganham à Mota-Engil no preço do segundo troço da alta velocidade
Consórcio integrado pela DST apresentou uma proposta com um preço cerca de 260 milhões de euros inferior ao do agrupamento liderado pela Mota-Engil no concurso para o troço Oiã-Soure.
O consórcio da Sacyr, DST e Alberto Couto Alves (ACA) apresentou o melhor preço no concurso para o troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade entre o Porto e Lisboa. Segundo o Jornal de Negócios, a proposta entregue no passado dia 6 de julho, em base de EPC (Engenharia, Aquisição e Construção, na sigla em inglês) é de 2.038 milhões de euros, abaixo dos 2,3 mil milhões oferecidos pelo agrupamento liderado pela Mota-Engil. O critério preço representa 80% da ponderação para a adjudicação.
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O consórcio liderado pela Mota-Engil e o que integra a DST foram os únicos que entregaram propostas para a construção do troço entre Oiã e Soure (PPP2) da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, tendo agora as duas propostas de ser analisadas pelo júri, a quem cabe verificar se contêm problemas técnicos ou inconformidades face ao caderno de encargos. Tendo em conta que o fator qualidade tem um peso de 20% na ponderação das propostas – em que 75% diz respeito à estação de Coimbra e 25% ao acesso sul à estação de Coimbra -, caso não haja motivos de exclusão, a proposta da Sacyr/DST deverá sair vencedora desta segunda PPP da alta velocidade, acrescenta o jornal.
A preços correntes, os encargos durante os 30 anos da PPP sobem de 4.207 para 4.765 milhões de euros, ao qual acresce, se aplicável, o IVA. O investimento a realizar pela Infraestruturas de Portugal será de 600 milhões de euros, valor idêntico ao financiamento que a empresa pública espera conseguir em fundos europeus para o projeto. Serão alocados 365,8 milhões do Programa “Connecting Europe Facility for Transport 2” a esta segunda PPP.
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