Petróleo toca máximos de quatro semanas e mantém bolsas no vermelho

Matéria-prima segue a negociar acima dos 86 dólares, num dia em que os investidores aguardam os números da inflação nos EUA e aumentam as apostas em torno de uma subida de juros já em julho.

Os preços do petróleo continuam a acelerar nos mercados internacionais, com as cotações a tocarem o valor mais elevado em quatro semanas, num momento em que os investidores seguem atentos aos desenvolvimentos no Irão, depois de os EUA terem retomado os ataques na região. Nas bolsas, o vermelho é o tom dominante.

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O barril de Brent, negociado em Londres, segue a disparar 3,29% para 86,04 dólares, enquanto o WTI, transacionado em Nova Iorque, sobe 2,83% para 80,35 dólares, com a matéria-prima a cotar em máximos de 12 e 16 de junho, respetivamente, sendo que o memorando de entendimento entre os EUA e o Irão foi assinado a 17 de junho.

O regresso do petróleo aos ganhos, em resultado do intensificar das tensões entre EUA e Irão., está a causar novos temores aos investidores, levando as bolsas a negociar no vermelho. Os mercados europeus seguem com descidas em torno de 0,5%.

Depois de ter adiantado, na semana passada, que o cessar-fogo estava terminado, Donald Trump voltou a impor um bloqueio à navegação iraniana no Estreito de Ormuz e propôs a cobrança de uma taxa de 20% para proteger este importante canal.

Esta via marítima é uma artéria vital para o comércio mundial de energia, sendo responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo antes do início do conflito.

Segundo os dados de navegação divulgados na segunda-feira, citados pela Reuters, o número de petroleiros que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu, no último dia, para o nível mais baixo dos últimos dois meses.

Mercados reforçam aposta em subida de juros nos EUA

Com o retomar das tensões estão a aumentar as apostas numa subida de juros nos EUA. Segundo a Bloomberg, os investidores já identificam a possibilidade de a Reserva Federal dos EUA aumentar a taxa dos fundos federais na reunião deste mês.

A probabilidade de uma subida de 0,25 pontos percentuais ainda este mês aumentou para cerca de 50%, face a menos de 10%. O rendimento da obrigação do Tesouro dos EUA a dois anos, mais sensível às alterações da taxa diretora da Fed do que as obrigações de maturidades mais longas, segue acima dos 4,25% esta terça-feira, superando a taxa oficial por uma margem cada vez maior.

Ainda esta terça-feira serão conhecidos os números mais recentes da inflação, que poderão aumentar as expectativas em torno de uma mexida nos juros.

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