Fabricante de artigos de papelaria de Vila do Conde compra histórica marca Ambar
Uma dúzia de anos depois de ter sido salva da falência por uma dupla de empresários de Barcelos ligados ao setor têxtil, a Ambar passa para as mãos da Ancor, detida pela família Correia.
A Ancor, que reclama o estatuto de maior fabricante portuguesa de artigos de papelaria, comprou a histórica Ambar, uma dúzia de anos depois de ter sido salva da falência por uma dupla de empresários de Barcelos ligados ao setor têxtil.
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A operação de concentração, que consiste na aquisição da totalidade do capital social por parte da produtora de Vila do Conde, liderada por Francisco Correia, foi divulgada esta segunda-feira num aviso publicado nos jornais pela Autoridade da Concorrência (AdC).

Fundada há 54 anos nas traseiras de um edifício em Cedofeita, no centro do Porto, como oficina de produtos de arquivo, a Ancor mantém esta área original, mas o segmento mais relevante é agora o escolar.
Tem várias marcas próprias, como a Ancor, B’log ou Smooth, e fabrica com a insígnia de grandes clientes, como o Continente. Na fábrica situada na freguesia de Guilhabreu, o volume de produção ronda as 30 milhões de unidades por ano, que vende a grossistas e retalhistas de papelaria, e à distribuição moderna (generalista e especializada).
Ao segmento escolar e de escritório, esta empresa 100% familiar, que emprega perto de 140 pessoas, acrescentou no final de 2018 uma nova área de packaging. Funciona numa outra nave industrial com 2.000 metros quadrados, onde fabrica “embalagens para produtos de valor acrescentado”, como vinho do Porto, sapatos, jogos ou telemóveis.
O grupo nortenho, que se assume como um dos maiores fabricantes ibéricos de produtos de papelaria e embalagem, integra ainda uma empresa gráfica e outra dedicada ao desenvolvimento das coleções.
O portefólio passa agora a integrar a Ambar, criada em 1939 por Américo Barbosa, que em 2014, um ano após os trabalhadores pediram a insolvência da empresa, acabou por ser salva pela intervenção de José Costa (Coscelos) e de José Manuel Ferreira (Valérius), comendador minhoto que também resgatou a Dielmar. Cada um dos empresários minhotos ficou na altura com 50% do capital.
Dedicada à conceção, fabrico e comercialização de artigos de papelaria, material escolar, de escritório e de produtos de marroquinaria, a Ambar, que nos tempos áureos chegou a faturar mais de 30 milhões de euros, detém uma “presença residual” no retalho físico (Barcelos) e no comércio eletrónico, segundo a informação disponibilizada pela AdC.
Por outro lado, através do projeto Ambar Science, lançado já pelos novos acionistas, dedica-se ainda ao desenvolvimento e comercialização de brinquedos científicos e pedagógicos, que foram lançados com a chancela da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
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