Onda de calor. Governo alerta para dias “absolutamente terríveis” de risco em Portugal
Luís Neves avisou que as "elevadas temperaturas, em alguns locais podem chegar aos 47ºC. 47 graus, com ventos de 70 a 80 quilómetros e baixos índices de humidade, são condições terríveis".
O ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, alertou esta quarta-feira para as temperaturas extremas previstas para os próximos dias, que poderão chegar aos 47 graus, e pediu atenção máxima e ausência de comportamentos de risco.
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“Vêm aí dias absolutamente terríveis, com condições climáticas de exceção: elevadas temperaturas, em alguns locais podem chegar aos 47ºC. 47 graus, com ventos de 70 a 80 quilómetros e baixos índices de humidade, são as condições terríveis para termos um barril de pólvora aqui”, avisou.
Depois de uma reunião com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que decorreu à tarde com o intuito de avaliar a nova localização da Esquadra n.º 2 da PSP de Coimbra, no Terreiro da Erva, Luís Neves mostrou-se preocupado com os riscos de incêndio nos próximos dias, com temperaturas muito elevadas e que se poderão manter até 10 ou 15 de julho.
“Só a atenção das pessoas e a ausência de comportamentos arriscados e que ponham em causa o perigo, é que podem permitir e debelar tudo isto que nós não queremos ter, que são grandes incêndios”, acrescentou. O governante apelou à proibição de comportamentos de risco, incluindo queimadas, queimas, churrascos e a utilização de máquinas suscetíveis de provocar faíscas.
Alertou ainda para os perigos associados ao abandono de cigarros e ao estacionamento de veículos em áreas com vegetação. “O país enfrenta condições excecionais e todos os cidadãos têm um papel fundamental na prevenção”, acrescentou. De acordo com Luís Neves, deverá ser adotada uma atitude de vigilância e responsabilidade coletiva.
“Vamos passar momentos duros, mas só a união, só a atenção, só a proatividade, a prevenção e o combate, é que podem permitir que não tenhamos desgraças como já tivemos no passado. Estamos todos muito comprometidos neste desafio global e coletivo”, sustentou. Aos jornalistas, Luís Neves disse ainda que todos os incêndios que têm vindo a ocorrer até ao momento têm sido debelados no próprio dia ou nos primeiros momentos.
“Isto significa brilho, garra, atenção, prevenção de quem está no terreno, que percebe a perigosidade e nos primeiros momentos consegue debelar estes incêndios. É assim que vamos trabalhar”, garantiu, indicando ainda que, a partir de hoje, estão mais 15 mil bombeiros em atividade.
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