Remuneração dos Certificados de Aforro sobe pela quarto mês seguido. Taxa base fixa-se em 2,356% para julho

A taxa base dos Certificados de Aforro fixa-se em 2,356% em julho, o nível mais elevado desde abril do ano passado, numa sequência de quatro subidas seguidas puxada pela Euribor a três meses.

ECO Fast
  • Os Certificados de Aforro vão oferecer uma taxa de juro base de 2,356% em julho, marcando o quarto mês consecutivo de aumento.
  • Em maio, as famílias investiram mais de 750 milhões de euros nestes títulos, elevando o stock total para 42,4 mil milhões de euros, um máximo histórico.
  • A taxa base de julho pode ainda não ser o pico deste ciclo de subidas, dado que a dinâmica das taxas Euribor continua a ser de subida.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

Os Certificados de Aforro vão pagar mais aos aforradores que subscreverem estes títulos de dívida do Estado em julho. A taxa de juro base sobe para 2,356%, segundo cálculos do ECO, um aumento de 14,1 pontos base (o maior desde fevereiro de 2023) face aos 2,215% registados em junho, e que confirma o quarto mês consecutivo de subida de uma taxa que, há apenas três meses, ainda estava a cair.

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A explicação para esta nova subida está no comportamento da Euribor a três meses, a taxa que serve de indexante à remuneração dos Certificados de Aforro. Ao longo dos dez dias úteis que serviram de base ao cálculo da taxa para julho, a Euribor a 3 meses oscilou entre 2,3% e quase 2,42%, um nível que arrastou a remuneração base destes títulos para cima.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A taxa base é, porém, apenas o ponto de partida para a remuneração total dos Certificados de Aforro da Série F, a série atualmente em comercialização, criada em junho de 2023.

A ela acrescem prémios de permanência que escalam com o tempo que o aforrador mantém o investimento: 0,25 pontos percentuais do segundo ao quinto ano; 0,50% do sexto ao nono; 1% no décimo e décimo primeiro; 1,50% no décimo segundo e décimo terceiro; e 1,75% no décimo quarto e décimo quinto ano. Os juros são capitalizados trimestralmente de forma automática, já líquidos de IRS, e o resgate é possível a partir do primeiro vencimento de juros.

A subida da taxa para julho chega num momento em que a procura por estes títulos de dívida pública não dá sinais de quebra, bem pelo contrário. Em maio, as famílias aplicaram mais de 750 milhões de euros em Certificados de Aforro, o valor mais elevado dos últimos três anos, segundo dados do Banco de Portugal.

No final desse mês, o stock total acumulado nestas aplicações ultrapassou os 42,4 mil milhões de euros, um máximo histórico que posiciona os aforradores portugueses como um dos principais credores do Estado.

A conjugação de uma taxa em alta, prémios de permanência crescentes e garantia de capital total faz dos Certificados de Aforro da Série F uma das alternativas de poupança mais competitivas disponíveis para as famílias.

A taxa base de julho pode ainda não ser o pico deste ciclo de subidas. Enquanto a Euribor a 3 meses se mantiver nos níveis atuais, a remuneração base destes títulos continuará a beneficiar do contexto de taxas de juro mais elevadas que o esperado, em resultado das pressões inflacionistas desencadeadas pelo conflito no Irão.

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