BRANDS' ECO Transformação digital só gera impacto quando chega às pessoas

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  • 25 Junho 2026

Tecnologia é a principal indutora de transformação nas organizações, mas sem pessoas não há negócio. Este e outros temas estiveram em destaque na segunda parte do Inetum Summit Lisboa.

A transformação digital é um tema central dos últimos anos e transversal a todos os setores, mas nem sempre é bem-sucedida. Contudo, a tecnologia não é a única responsável nestes casos: se as pessoas não estiverem preparadas para mudar a forma como trabalham, a transformação não se concretiza. A ideia marcou a segunda parte da Inetum Summit Lisboa, que se focou em gestão da mudança, capacitação digital, cloud, Inteligência Artificial (IA) e proteção de dados.

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Fernando Saraiva, Head of Sales da Inetum

 

“Como é que garantimos que as pessoas estão preparadas para a mudança?” foi a primeira questão lançada por Inês Ferreira, change management lead da Inetum. A resposta está nas pessoas, porque se os processos e rotinas de trabalho não mudam, a implementação das soluções falha.

A comunicação é, por isso, essencial e a IA pode ter um papel relevante a desempenhar, particularmente na análise de grandes volumes de informação e na criação de materiais adaptados a diferentes públicos. “Não basta só implementar a tecnologia, é preciso que as pessoas a percebam e saibam como a utilizar”, reiterou.

Contudo, e apesar de a gestão da mudança estar muito associada à formação e à comunicação, não é apenas isso, lembrou Inês Ferreira. A capacitação, a mobilização das lideranças, a formação adaptada às funções e a monitorização de resultados são outras áreas em que a gestão da mudança pode ter impacto.

Quando fazemos o caminho da transformação temos de ter o mindset da simplificação de operações

José Tavares

Chief Operations Officer da SAP

A par da adaptação às novas tecnologias e formas de trabalhar, a simplificação é outro vetor essencial da transformação. A exigência cada vez maior dos mercados obriga a que as organizações tenham processos mais escaláveis, seguros e capazes de acelerar novas tecnologias, considerou José Tavares: “Quando fazemos o caminho da transformação temos de ter o mindset da simplificação de operações”, reforçou o chief operations officer da SAP.

Antecipar é essencial

Outro dos temas centrais da Inetum Summit Lisboa foi a gestão de serviços e a necessidade de antecipar dificuldades em vez de apenas reagir perante elas. Para João Bento, gestor de serviço ITSM da Galp, uma organização com uma abordagem madura à gestão de serviços será aquela que consegue consolidar conhecimento e responder ao que as pessoas precisam antes mesmo de ser criado um pedido.

No fundo, o futuro exige passar de uma lógica de gestão de serviços para a inteligência de serviços. Um exemplo de como isto se pode concretizar é na utilização da informação dos tickets recebidos pelas empresas: a IA e a automação podem não só identificar e resolver os problemas reportados, como podem aproveitar a informação de tickets passados para solucionar problemas no futuro.

A tecnologia, por si, pode ser um indutor, mas não transforma as organizações. O que transforma as organizações são as pessoas

Fernando Saraiva

Head of Sales da Inetum

Este tipo de abordagem exige, contudo, acesso a dados que as organizações precisam de proteger. Nesse sentido, o desafio já não está apenas na quantidade de dados, mas nos diferentes tipos de dados, explicou Henrique Silva, senior client executive da NetApp. De acordo com o responsável, muitas empresas continuam a olhar para a proteção de dados “como há 20 anos”, numa altura em que a rapidez de resposta é essencial.

Com o crescimento dos dados não estruturados e dos projetos de IA, defendeu, é essencial evitar silos e garantir que as organizações têm ferramentas capazes de dar resposta aos novos desafios.

No encerramento da primeira edição da Inetum Summit Lisboa, os especialistas deixaram claro que a transformação digital não se faz sozinha. “A tecnologia, por si, pode ser um indutor, mas não transforma as organizações. O que transforma as organizações são as pessoas”, afirmou Fernando Saraiva, head of sales da Inetum, sublinhando que quem não acompanhar o ritmo acaba por ficar para trás, numa fase em que a transformação “não é opcional, é uma obrigação”.

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