Anthropic acusa Alibaba de utilizar o Claude ilegalmente

A Anthropic enviou uma carta ao Congresso dos EUA na qual denuncia alegadas violações envolvendo a Alibaba e a forma como esta terá obtido acesso ao modelo de IA Claude através de contas fraudulentas.

ECO Fast
  • A Anthropic acusou a Alibaba de acesso ilegal ao seu modelo de inteligência artificial, Claude, através da criação de contas falsas para contornar restrições.
  • A empresa norte-americana revelou que a Alibaba alegadamente utilizou cerca de 25 mil contas fraudulentas, gerando mais de 28 milhões de interações com o Claude.
  • As acusações ocorrem num contexto de crescente vigilância dos EUA sobre a Alibaba, que enfrenta pressões legais e restrições no acesso a tecnologia avançada.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Anthropic acusou a chinesa Alibaba de ter obtido acesso ilegal ao seu modelo de inteligência artificial, Claude, através da criação de contas falsas com o objetivo de contornar as restrições que impedem empresas chinesas de aceder à tecnologia da empresa norte-americana.

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Segundo o Financial Times (acesso pago), que teve acesso a uma carta enviada pela Anthropic ao Congresso dos Estados Unidos, a Alibaba é acusada de ter utilizado cerca de 25 mil contas fraudulentas, gerando mais de 28 milhões de interações com o Claude, o que constitui uma violação dos termos de utilização da plataforma. No documento enviado ao Congresso, a empresa liderada por Dario Amodei sublinhou que esta operação, alegadamente realizada entre abril e o início de junho, foi a “maior campanha de extração ilícita das capacidades do Claude” e terá tido como objetivo explorar algumas das capacidades mais valiosas do Claude, incluindo raciocínio autónomo, engenharia de software e a execução de tarefas complexas de longo prazo.

Numa carta enviada ao Congresso a 10 de junho, a Anthropic defendeu o reforço das restrições ao acesso de laboratórios chineses de IA a chips avançados produzidos nos Estados Unidos, bem como a aplicação de sanções a entidades envolvidas em alegados ataques deste tipo. As acusações surgem num contexto de crescente escrutínio norte-americano sobre a Alibaba. A tecnológica chinesa, com operações no comércio eletrónico e na computação em nuvem, solicitou esta semana a um tribunal dos EUA a sua remoção de uma lista do Pentágono que identifica empresas chinesas suspeitas de manter ligações ao Exército de Libertação Popular.

O caso não é inédito para a Anthropic, que já tinha acusado outras empresas chinesas de inteligência artificial (IA), como a DeepSeek, a Moonshot AI e a MiniMax, de utilizarem indevidamente as respostas do Claude para treinar os seus próprios modelos. Em setembro, a empresa tornou-se a primeira companhia norte-americana de IA a suspender a venda de serviços a organizações maioritariamente detidas por entidades chinesas, alegando preocupações de que a sua tecnologia pudesse ser utilizada pelos serviços militares e de inteligência da China.

A Anthropic tem enfrentado vários momentos de tensão com a administração de Donald Trump nos últimos meses, sobretudo devido ao Mythos, o seu modelo de IA especializado em cibersegurança. Em março, a empresa foi alvo de um maior escrutínio por parte das autoridades norte-americanas, depois de o Pentágono a ter informado de que passava a ser considerada uma empresa de “risco para a cadeia de abastecimento”.

Já no início deste mês, o Governo dos EUA ordenou a suspensão do acesso ao modelo para utilizadores que não fossem cidadãos norte-americanos. Em resposta, a Anthropic optou por suspender o acesso ao Mythos para todos os utilizadores, incluindo os cidadãos dos Estados Unidos, alegando dificuldades em garantir o cumprimento das novas restrições impostas por Washington.

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