Montenegro confiante nas contas equilibradas. “Estamos ainda claramente a tempo”
Arranque do ano marcado por défice orçamental de 0,7%, mas primeiro-ministro recorda impacto das tempestades e da guerra no Irão. Compromisso com contas equilibradas mantém-se.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu que as contas públicas fecharam o primeiro trimestre com um resultado que não era o que gostaria, mas depois de ultrapassadas as “várias contingências”, acredita chegar ao fim do ano com uma posição orçamental equilibrada.
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“Não tivemos um trimestre como gostaríamos de ter tido e do ponto de vista orçamental tivemos este resultado“, concedeu o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas em Nova Iorque, nos Estados Unidos, transmitidas pela RTP Notícias.
Em causa estão os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que revelaram, em contabilidade nacional, um défice orçamental de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano, o primeiro no arranque de um ano desde 2022.
“Este primeiro trimestre teve várias contingencias. Foi um trimestre em que tivemos de ultrapassar as tempestades que assolaram o país e em que tivemos o contacto com a realidade subjacente ao Médio Oriente, com um aumento significativo de vários fatores de produção que impactam no preço de muitos bens”, justificou Luís Montenegro.
Porém, mostrou-se confiante em entregar um saldo orçamental equilibrado. “Estamos ainda claramente a tempo de poder chegar ao fim do ano com as contas públicas equilibradas. Senão for com um superávite, que seja com uma situação nivelada“, considerou.
Para o primeiro-ministro, um ligeiro défice de 0,1% ou 0,2% do PIB também não seria “dramático ou um desequilíbrio”. “Mas vamos tentar chegar ao final do ano com um saldo positivo”, garantiu.
Para a totalidade do ano, o Governo prevê para este ano um saldo orçamental nulo, uma previsão validada esta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que melhorou a projeção para as contas públicas face a abril, quando apontou para um ligeiro défice (-0,1%).
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