Caixa convida José Furtado para liderar banco em Moçambique

Trata-se de um regresso de José Furtado ao banco onde já foi administrador e coordenador da comissão executiva entre 2013 e 2020.

José Furtado, que lidera a Sociedade de Garantia Mútua, vai ser o novo CEO do BCI, o banco moçambicano da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em parceria com o BPI. Trata-se de um regresso de José Furtado ao banco onde já foi administrador e coordenador da comissão executiva entre 2013 e 2020.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Entre 2020 e 2024, José Furtado liderou a Águas de Portugal, detida pela Parpública e onde a Caixa tinha uma participação de 19% — que vendeu à Parpública no ano passado por 375,5 milhões de euros.

José Furtado deixa assim o Banco Português de Fomento (BPF), onde esteve cerca de dois anos à frente da Sociedade de Garantia Mútua, e iniciará funções no banco moçambicano a partir da segunda metade de julho. “A sua saída deixa, naturalmente, um vazio, mas continuaremos a trabalhar para trazer a bordo profissionais de excelência”, frisou Gonçalo Regalado, CEO do BPF, em comunicado. “Ao longo de praticamente dois anos, José Furtado foi uma peça fundamental na história recente do grupo e, sobretudo, na transformação e consequente reorganização da Sociedade de Garantia Mútua, tendo liderado a fusão das quatro sociedades de garantia mútua com grande eficácia e tranquilidade”, acrescentou.

O BCI, o maior banco moçambicano, é detido pela Caixa com 61% e pelo BPI com quase 36%. Em 2025 a instituição registou lucros de cerca de 48,6 milhões de euros, menos 40% em relação ao ano anterior, com o resultado a ser penalizado pela exposição à dívida pública do país.

O presidente da CGD, Paulo Macedo, revelou recentemente que pode reduzir a sua participação no BCI através de uma operação de entrada do banco na bolsa de valores moçambicana.

“Entendemos que deve ter uma parte do capital nas mãos de moçambicanos. (…) [A operação] Estará dependente do que o mercado absorver e do que os acionistas decidirem. O banco ainda não está avaliado, vão ser iniciados os seus procedimentos e depois vamos ver se há condições”, afirmou Paulo Macedo no mês passado. A ideia é manter-se como acionista maioritário, se a Caixa continuar a ser bem-vinda em Moçambique, salientou.

No início do ano, um administrador do BCI, Pedro Ferraz Reis, que era quadro do BPI e ia ser reconduzido para um novo mandato no banco moçambicano, foi encontrado morto num hotel em Maputo em circunstâncias que levantaram muitas dúvidas, com as autoridades do país a declararem que se tratou de um suicídio após uma investigação que envolveu ainda autoridades portuguesas.

(notícia atualizada às 11h19)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Caixa convida José Furtado para liderar banco em Moçambique

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião