CGTP acusa Governo de seguir estratégia “anticonstitucional” nas negociações da lei laboral
A escassas horas do Governo receber as quatro confederações empresariais e a UGT para mais uma reunião sobre a reforma da lei do trabalho, CGTP volta a pedir discussão apenas na Concertação Social.
O secretário-geral da CGTP acusou esta segunda-feira o Governo de seguir uma estratégia anticonstitucional nas negociações da reforma da lei laboral, por não terem lugar apenas em sede de Concertação Social. Tiago Oliveira reiterou assim as críticas por a intersindical ser deixada de fora do encontro desta terça-feira.
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“A CGTP faz parte e tem direito a estar presente nas reuniões de Concertação Social. O que este processo tem demonstrado é que o Governo está a tentar cozinhar a sua estratégia à margem das reuniões de Concertação Social e está aqui demonstrado o afastamento da CGTP de todo este processo”, afirmou o secretário-geral da CGTP, em declarações aos jornalistas, à porta do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa.
As declarações ocorreram duas horas antes da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, receber as quatro confederações empresariais e a UGT para mais uma reunião sobre a reforma da lei do trabalho.
Tiago Oliveira rejeitou que a intersindical não tenha sido convidada para a reunião por se colocar de fora das negociações. “É sim porque há um Governo que à socapa quer construir um pacote laboral que vai contra os trabalhadores“, argumentou.
Neste sentido, defendeu que “aquilo que está a levar a cabo é anticonstitucional”, considerando que a CGTP não pode ficar parada face ao que está a acontecer. “O que exigimos é que esta discussão seja levada à Concertação Social”, disse.
A última vez que a Governo se sentou à mesa com as confederações empresariais e com a UGT foi a 24 de março.
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