Zelensky assinala “boa conversa” com enviados dos EUA

  • Lusa
  • 1 Abril 2026

O presidente ucraniano adiantou que chegou "a acordo para reforçar as garantias de segurança" numa reunião por videoconferência com Steve Witkoff, Jared Kushner, Mark Rutte e Lindsey Graham.

O Presidente ucraniano afirmou esta quarta-feira ter mantido uma “boa conversa” com enviados norte-americanos e com o secretário-geral da NATO, em que chegaram a um acordo para reforçar as garantias de segurança de Kiev.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Chegámos a acordo para reforçar as garantias de segurança e já encarreguei a nossa equipa de atualizar rapidamente os documentos para que as garantias de segurança para a Ucrânia sejam sólidas, que a perspetiva da reconstrução pós-guerra seja realista e que tudo esteja operacional”, afirmou Volodymyr Zelensky na rede social Telegram.

A reunião por videoconferência juntou o líder ucraniano com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o líder da Aliança Atlântica, Mark Rutte, e o senador republicano norte-americano Lindsey Graham.

As garantias de segurança geraram um diferendo na sexta-feira entre o Presidente ucraniano e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com este último a acusar Zelensky de estar a mentir sobre uma alegada proposta norte-americana de garantias de segurança em troca da cedência da região do Donbass (leste) à Rússia.

“Isso é mentira”, disse Rubio aos jornalistas após uma reunião do G7 [grupo dos sete países mais industrializados do mundo, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e UE), perto de Paris, comentando que “é lamentável que [Zelensky] o tenha dito, porque sabe que não é verdade”.

Zelensky tinha afirmado numa entrevista à agência de notícias France-Presse que os Estados Unidos estavam a pressionar a Ucrânia para retirar por completo as tropas da região do Donbass, em troca de garantias de segurança a Kiev que prevenissem uma nova agressão de Moscovo.

A videoconferência ocorreu num momento em que a Ucrânia foi atacada por mais de 700 drones num espaço de 24 horas, provocando pelo menos cinco mortos. “Tendo em conta o ataque noturno, das 18:00 [16:00 em Lisboa] de 31 de março às 18:00 de 01 de abril de 2026, o inimigo utilizou mais de 700 ‘UAV’ de ataque de tipo Shahed, Gerbera e outros”, disseram as Forças Armadas ucranianas.

A Força Aérea ucraniana afirmou no Telegram que intercetou hoje 345 drones entre os “mais de 360” registados entre as 08:00 e as 18:00 (entre as 04:00 e as 16:00 de Lisboa). Já esta madrugada, a Rússia atacou a Ucrânia com 339 drones dos quais 298 foram intercetados, segundo o mesmo ramo das Forças Armadas ucranianas.

Num primeiro comentário ao ataque noturno, Volodymyr Zelensky disse que esta era a resposta de Moscovo à proposta de trégua que tinha apresentado para o período da Páscoa. Zelensky afirmou, numa outra mensagem no Telegram, que a Rússia está a intensificar os ataques na linha da frente.

“É importante referir que a Rússia não conseguiu atingir os objetivos estabelecidos nas zonas fronteiriças das regiões de Sumy, Kharkiv e Donetsk e, mais uma vez, está a adiar os prazos”, acrescentou.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Zelensky assinala “boa conversa” com enviados dos EUA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião