Mudum migra infraestrutura tecnológica para a Cleva

A seguradora Não Vida precisou de modernizar e mudar a sua infraestrutura tecnológica para responder à sua estratégia de crescimento em Portugal focada em parcerias. A COO Mara Ferreira explica como.

A seguradora Mudum acaba de mudar a sua opção tecnológica para a Cleva de forma a ultrapassar “limitações claras ao nível da flexibilidade, da proximidade das equipas e da capacidade de resposta aos novos desafios do negócio”, comentou Mara Ferreira, Chief Operational Officer da seguradora do Crédit Agricole Assurances em Portugal.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Com uma herança tecnológica vinda dos tempos da GNB Seguros, a renovação tecnológica era imperativa. Para além da parceria de exclusividade de venda de seguros Não Vida com o Novobanco, a Mudum precisava, e Afonso Themudo Barata, CEO da Mudum já o dizia em entrevista a ECOseguros em janeiro último, de “uma mudança tecnológica já planeada para servir a estratégia de montar parcerias B2B2C que se está a concretizar agora com a MDS, Leasys e JAP e em que a Mudum quer tornar a sua especialidade”.

Mara Ferreira, COO da Mudum: ” Sentíamos limitações claras ao nível da flexibilidade, da proximidade das equipas e da capacidade de resposta aos novos desafios do negócio”.

A Mudum tem uma estratégia de B2B2C (business-to-business-to consumer) com ligação a parceiros. Esta escolha foi influenciada por essa estratégia?

Esta escolha está claramente alinhada com a estratégia da Mudum. A Companhia segue um modelo B2B2C assente em parcerias, o que implica a integração frequente de novos parceiros e uma necessidade constante de adaptação tecnológica. Esse modelo exige um elevado grau de flexibilidade por parte dos parceiros tecnológicos. A Cleva demonstrou, desde o início, estar preparada para responder a esta dinâmica, acompanhando a estratégia de crescimento da Mudum e suportando a evolução do seu ecossistema de parceiros.

Qual a motivação para a mudança de parceiro tecnológico?

A decisão surge num momento natural de revisão estratégica, com o contrato em vigor a aproximar‑se do fim. A Mudum aproveitou esse contexto para realizar uma análise de mercado alargada, de forma a compreender melhor as novas tendências tecnológicas e avaliar o grau de alinhamento dos parceiros com os desafios atuais e futuros do setor segurador.

O que faltava compreender?

Apesar de o serviço anterior ser estável, sentíamos limitações claras ao nível da flexibilidade, da proximidade das equipas e da capacidade de resposta aos novos desafios do negócio. Tornou‑se evidente a necessidade de um parceiro mais próximo, que acompanhasse a evolução da companhia, apoiasse a gestão de incidentes de forma mais integrada e estivesse preparado para responder às exigências regulatórias e operacionais emergentes. Nesse contexto, a Mudum procurou um parceiro que fosse além de uma prestação de serviços tradicional, capaz de apoiar ativamente a evolução da infraestrutura tecnológica e da aplicação crítica que suporta o negócio.

E como chegaram ao novo parceiro?

A escolha da Cleva, para além da avaliação financeira, assentou sobretudo na perceção de maior proximidade das equipas e num conhecimento aplicacional significativamente mais profundo. Desde o início, a Mudum identificou na Cleva uma capacidade clara para integrar a componente de administração de sistemas com a componente aplicacional, algo essencial para alinhar a infraestrutura tecnológica com as necessidades reais da aplicação e do negócio.

Outro fator diferenciador foi a compreensão do contexto do setor segurador e a forma como a Cleva demonstrou práticas de monitorização e reporting que ofereciam uma visibilidade muito superior sobre os ambientes tecnológicos. Essa abordagem permitiu à Mudum ter uma visão mais ampla e detalhada da operação, reforçando a confiança na parceria.

O facto de a Cleva já ser conhecida da acionista francesa foi importante?

De facto existia já uma referência positiva ao nível do Grupo Crédit Agricole Assurances, o que contribuiu para consolidar a decisão e reduzir o risco associado à mudança. Também valorizámos o profundo conhecimento da Cleva sobre a indústria seguradora e a sua capacidade de partilhar conhecimento, tendências de mercado e boas práticas.

O que a Mudum mais valoriza num modelo de serviço?

O principal aspeto valorizado neste modelo de serviço é a proximidade. A Mudum destaca a facilidade de contacto, a disponibilidade das equipas e o profundo conhecimento do contexto específico da Companhia e da sua aplicação crítica. É igualmente valorizada a abordagem integrada à monitorização, que cruza a componente de sistema operativo com a componente aplicacional. Esta visão global permite uma maior capacidade de antecipação, uma identificação mais rápida de potenciais problemas e uma resposta mais eficaz, traduzindo‑se numa melhoria clara da qualidade do serviço. Em suma, este modelo proporciona ainda uma maior transparência e visibilidade sobre a operação, fatores considerados essenciais para uma gestão tecnológica mais madura e alinhada com os objetivos do negócio.

A migração para a nova infraestrutura correu bem?

O projeto de migração associado a esta mudança teve uma visibilidade significativa dada a criticidade da aplicação e o impacto potencial na operação. Foi um grande desafio imposto pela Mudum à Cleva e que correu muito bem e sem qualquer sobressalto. Esta parceria contribui de forma direta para a resiliência tecnológica, permitindo reduzir as janelas de indisponibilidade e aproximar a operação de um modelo exigente. Esta robustez é vista como um fator determinante para sustentar o crescimento do negócio, garantindo que a infraestrutura acompanha a evolução da Companhia de forma segura e escalável.

O que fez a Cleva

Quando a Mudum quis mudar o seu fornecedor de infraestrutura para o Core Cleva (IBM i) e lançou um RFP (Request for Proposal) no mercado, explica fonte da software house, a Cleva apresentou “uma proposta que foi de encontro aos requisitos exigentes e aos elevados padrões de qualidade da Mudum”, sublinha.

Num período de 2,5 meses a Cleva e a Mudum realizaram o projeto de transição da infraestrutura em 3 ambientes aplicacionais. Num tempo considerado recorde, sem qualquer paragem/interrupção para o negócio, o projeto foi concluído.

A infraestrutura é alojada em centros de dados certificados fornecidos por parceiros, interligados por linhas de comunicação em fibra ótica de alta velocidade, “garantindo elevados níveis de desempenho, segurança e disponibilidade”, conclui a Cleva.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Mudum migra infraestrutura tecnológica para a Cleva

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião