BRANDS' TRABALHO Transparência Salarial: Preparar Hoje, Competir Amanhã

  • Conteúdo Patrocinado
  • 9 Fevereiro 2026

As empresas que se anteciparem à Diretiva Europeia da Transparência Salarial, com transposição prevista até junho de 2026, estarão melhor preparadas para atrair e reter talento.

A nova Diretiva Europeia da Transparência Salarial, com transposição prevista até junho de 2026, marca um ponto de viragem na gestão de pessoas. Impõe novos direitos de informação a trabalhadores e candidatos, transformando profundamente a forma como as empresas gerem remuneração, equidade interna e comunicação com trabalhadores e candidatos.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher
Catarina Ciríaco, Manager EY, People Consulting

 

Os dados do EY Pay Transparency Readiness Check Survey, que analisou quase 400 empresas europeias, mostram de forma clara que Portugal tem terreno a recuperar: 44% das organizações nacionais dizem não estar preparadas e nenhuma se considera totalmente pronta para cumprir os requisitos.

Apesar deste ponto de partida exigente, a Diretiva abre uma oportunidade rara para reforçar a confiança interna, modernizar práticas de RH e reposicionar a proposta de valor ao talento num mercado cada vez mais competitivo. Mas essa transformação exige ação rápida e estruturada.

Prontidão baixa, impacto elevado

O estudo revela que apenas 2% das empresas europeias se consideram totalmente preparadas para cumprir os requisitos, embora 81% já tenham iniciado medidas para se adaptar. Em Portugal, o cenário é mais desafiante uma vez que nenhuma empresa afirma estar totalmente pronta, sinalizando risco acrescido de respostas tardias ou inconsistentes.

A maioria das organizações enfrenta desafios em áreas centrais: abordagem metodológica, qualidade de dados, práticas remuneratórias e adequação dos sistemas de RH. Sem uma estrutura sólida de avaliação de funções e critérios objetivos de progressão, torna-se impossível garantir comparabilidade interna e justificar diferenças remuneratórias.

Comunicar remuneração continua a ser tabu

A comunicação salarial mantém‑se um tema sensível. Embora a maioria das empresas já partilhe alguma informação, apenas 8% divulgam remunerações médias por função, ao passo que a maioria ainda não decidiu o que comunicar e a quem. Em Portugal, nota‑se maior abertura na comunicação dos benefícios disponibilizados, mas persistem receios quanto ao impacto da divulgação de bandas salariais na gestão de expectativas, negociações e retenção do talento.

Uma mudança jurídica e cultural

Para além do impacto em processos de RH, a Diretiva introduz novos direitos de informação, regras de recrutamento, maior escrutínio sobre critérios de remuneração e mecanismos como a avaliação conjunta, obrigatória sempre que exista uma disparidade salarial ≥ 5% não justificada. Tudo isto reforça a necessidade de consistência metodológica e transparência operacional.

Para quem quiser compreender melhor as implicações legais, o Responsável pela prática Laboral da EY Law, Rodrigo Lourenço, explica de forma clara o que muda com a Diretiva no vídeo “EY Explica | O que muda com a Diretiva de Transparência Salarial?”:

Como devem as empresas portuguesas avançar já?

  1. Estruturar antes de comunicar
    Avaliar funções, rever critérios de remuneração e clarificar políticas são passos fundamentais antes de qualquer divulgação.
  2. Investir em dados e analítica
    Mapear fontes de informação, garantir granularidade e preparar análises de pay gap – por categoria, por componente remuneratória e por género.
  3. Rever políticas e processos de RH
    Recrutamento, progressões, mobilidade e ciclos de revisão salariais devem incorporar princípios de equidade e transparência, reduzindo incoerências internas.
  4. Preparar uma estratégia de comunicação multicanal
    Líderes, colaboradores, candidatos e representantes dos trabalhadores precisam de informação clara, coerente e contextualizada.
  5. Instituir governance e monitorização contínua
    Planos corretivos de inconsistências, avaliação anual e reporte regular devem integrar a agenda da gestão.

A oportunidade por detrás da pressão regulatória

A transparência salarial não é apenas uma obrigação. É um fator de confiança, um acelerador de equidade e meritocracia, e uma vantagem competitiva num contexto de escassez de talento. As empresas que se anteciparem estarão melhor preparadas para 2026 — e mais fortes para atrair, reter e desenvolver pessoas num mercado onde a transparência deixou de ser uma opção.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Transparência Salarial: Preparar Hoje, Competir Amanhã

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião