Depressão Kristin. Banco de Fomento prevê apoios de 1,5 mil milhões no terreno até 21 de fevereiro

Instituição disponibiliza linha de financiamento de mil milhões e linha de apoio à tesouraria de 500 milhões, em processo acelerado.

O anúncio foi feito este domingo por Luís Montenegro, após um Conselho de Ministros extraordinário, mas o Banco de Fomento veio agora detalhar a sua parte do plano no que toca ao apoio financeiro, na sequência da devastação provocada pela Depressão Kristin, sobretudo no centro do país.

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Em causa estão duas linhas de financiamento com garantia pública, uma de mil milhões de euros destinada ao “apoio urgente ao investimento e ao fundo de maneio”, e outra de 500 milhões para “apoiar necessidades imediatas de tesouraria e fundo de maneio decorrentes das tempestades”.

De acordo com o “Programa BPF Apoio à Reconstrução”, divulgado ao início da tarde de domingo, ambos os mecanismos financeiros estarão no terreno dentro de três semanas, já com todos os passos burocráticos e de contratação feitos até lá.

No que toca à primeira linha, a do investimento, há a possibilidade de conversão de 10%, correspondente a 100 milhões de euros, em fundo perdido. O primeiro passo para as empresas é obter “declaração de valor de danos emitida pela CCDR, seguradora ou avaliação bancária (Bancos)”; “subscrever declaração de compromisso”; “solicitar financiamento garantido ao banco [a qualquer um que a empresa escolha] para 100% do valor dos danos, deduzido de pagamentos recebidos no âmbito de apólices de seguros”.

De seguida, os bancos comerciais analisa as operações e financiam “até 100% dos danos às empresas a preços competitivos sem comissões”. Por último, o Banco Português de Fomento “emite garantia de carteira aos bancos comerciais com cobertura de 70% de cada empréstimo a favor de Small Mid Caps, Mid Caps e Grandes Empresas e 80% para as PMEs e demais entidades, com uma
cap rate de 20% para perdas máximas totais e atribui às Empresas uma Conversão de 10% em fundo perdido ao fim de 3 anos”.

A maturidade desta linha é de até 10 anos, com 36 meses de carência.

No que respeita à linha para apoiar a tesouraria, cada empresa pode candidatar-se a até 2,5 milhões de euros, sendo que o processo passa também por análise dos bancos comerciais e garantia do Banco de Fomento, nos mesmos termos. Neste caso, a maturidade da linha é de até 5 anos, com carência de 12 meses.

Em ambas as linhas não há lugar ao pagamento de comissões de garantia, refere a instituição.

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