PwC lidera a consultoria em transações em Espanha em 2025, pelo décimo quarto ano consecutivo, de acordo com vários rankings

  • Servimedia
  • 5 Janeiro 2026

Conforme comprovam os principais rankings anuais elaborados pela LSEG (anteriormente Refinitiv), Mergermarket, Dealogic e Bloomberg.

A PwC voltou a liderar em 2025, pelo décimo quarto ano consecutivo, o mercado de consultoria financeira em fusões e aquisições em Espanha (M&A) por número de operações.

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De acordo com a LSEG, a PwC assessorou um total de 134 operações, ficando à frente da EY (76), Deloitte (65), Alantra (29), KPMG (27), Baker Tilly (22), Santander Corporate & Investment Banking (21), Rothschild (20), BDO (20), JP Morgan (18) e Norgestion (18). No ranking por valor, a PwC mantém-se entre os seis primeiros consultores, com um valor conjunto de 12 679 milhões de euros, conforme divulgado pela própria PwC num comunicado de imprensa.

O ranking da Mergermarket também confirma a liderança da PwC, que assessorou um total de 117 operações, seguida pelas 66 da EY, as 57 da Deloitte, as 39 da Alantra, as 29 da KPMG, 24 da JP Morgan e BDO, 23 do Santander Corporate & Investment Banking, 20 do BNP Paribas e 18 da Goldman Sachs.

O ranking da Dealogic também coloca a PwC como a consultora financeira mais ativa no mercado de transações, tendo assessorado um total de 80 operações, contra 38 da EY, 24 da Deloitte, 23 da JP Morgan, 22 da Santander Corporate & Investment Banking, 18 da Alantra e 17 da BNP Paribas e KPMG.

O ranking da Bloomberg coloca a PwC na liderança com 108 operações, seguida pela EY (40), BNP Paribas (19), JP Morgan (17), Alantra (17), Santander Corporate & Investment Banking (16) e Goldman Sachs (15).

Em 2025, o mercado transacional espanhol registou 1.885 operações por um valor conjunto de 74.648 milhões de euros, de acordo com a LSEG. Em comparação com 2024, o número de acordos diminuiu 6%, enquanto o valor total aumentou 42%, refletindo o peso das operações de maior dimensão, especialmente no segundo semestre. Esta evolução reflete um ano marcado pela seletividade dos investidores e pela recuperação na segunda metade do ano, com operações de maior dimensão que impulsionaram o valor total após um primeiro semestre mais fraco.

Para o sócio responsável pela área de Deals da PwC Espanha, Carlos Fernández Landa, 2025 reflete que “a volatilidade já não é algo pontual, mas parte do mercado de transações na Espanha, e confirma-se que estamos diante de um mercado de fusões e aquisições mais seletivo”. «Fatores como a instabilidade geopolítica, o desafio demográfico e a disrupção tecnológica tornaram os investidores mais seletivos e sofisticados», explicou.

«Setores como defesa, infraestruturas, saúde e transição energética lideram a atração de capital, enquanto a digitalização e a inteligência artificial estão a redefinir a agenda estratégica das transações», segundo o sócio responsável da PwC. Além disso, ele apontou que a normalização gradual das taxas, a estabilização das expectativas de preços e a maior visibilidade dos resultados «desbloquearam alguns processos que estavam em pausa».

Em relação à atividade da PwC, eles veem que “o mercado recupera certa confiança, mantendo cautela devido ao contexto macroeconómico e à possibilidade de novas reviravoltas geopolíticas”.

Algumas operações relevantes assessoradas pela PwC são a Grenergy na venda de seus dois maiores portfólios de projetos de energias renováveis para a CVC-DIF e a ContourGlobal (KKR); a Iberdrola na alienação do seu negócio na Hungria à Premier Energy e na venda das suas centrais de gás para tratamento de chorume à Edison Next; a Antolín na venda do seu negócio na Índia e parte do seu negócio de iluminação na Alemanha e no Reino Unido, ou a Trilantic na venda de uma participação de 29,9% da Talgo.

PREVISÕES PARA 2026

De olho em 2026, a atividade de fusões e aquisições surge como alavanca essencial para acelerar o crescimento e a transformação empresarial, segundo a PwC. Espera-se um aumento das operações em setores estratégicos como defesa e indústria dual, transição energética, tecnologia e dados, saúde, juntamente com uma maior atividade do mercado de média capitalização, onde estruturas mais criativas e processos de consolidação serão comuns. A pressão para rodar carteiras, a liquidez disponível e a melhoria das condições financeiras funcionarão como catalisadores importantes.

Além disso, a transformação tecnológica e a digitalização continuarão a ser motores fundamentais, com a inteligência artificial, a cibersegurança e a análise avançada no centro das decisões corporativas. A isso somam-se as exigências em matéria de sustentabilidade, que se consolidam como critério crítico na avaliação e estruturação das operações.

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