Mazda aposta numa estratégia com várias soluções para a mobilidade do futuro
Luís Morais é o convidado do quarto episódio da nova temporada do podcast ECO Auto, que aborda o futuro da mobilidade e surge de uma parceria do ECO com o Mundo Automóvel.
No próximo episódio do ECO Auto, Luís Morais, licenciado em gestão de marketing e com um percurso profissional no setor automóvel, fala-nos da estratégia da Mazda enquanto marca global, do seu posicionamento e abordagem no desenvolvimento das tecnologias para a descarbonização.
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A Mazda reafirma o seu posicionamento como marca global com uma estratégia de várias soluções, apostando no desenvolvimento de diferentes tecnologias de propulsão ajustadas às realidades de cada mercado. “Não acreditamos numa solução única para todas as geografias. A estratégia da Mazda passa por disponibilizar diferentes tecnologias, de forma pragmática e responsável, adaptadas às necessidades específicas de cada mercado”, afirma Luís Morais, diretor-geral da Mazda Portugal.

Quanto ao futuro da mobilidade, a evolução da marca assenta em três pilares estratégicos fundamentais: o produto, o desenvolvimento de energias alternativas e a descarbonização total dos processos produtivos. “Estamos a trabalhar simultaneamente ao nível do produto, das novas soluções energéticas e da produção, com o objetivo claro de alcançar a neutralidade carbónica, sem comprometer a acessibilidade, nem a experiência de condução”, sublinha Luís Morais.
A estratégia da Mazda, para responder aos desafios do futuro da mobilidade, aposta num contexto de eletrificação progressiva, com uma uma abordagem equilibrada, reconhecendo os desafios económicos associados. “Em alguns segmentos, o custo da bateria pode representar cerca de metade do valor total do veículo. Por isso, é essencial garantir uma transição sustentável, tanto do ponto de vista ambiental como económico”, revela-nos Luís Morais.
O design continua a ser um elemento diferenciador da marca, mantendo uma forte componente artesanal no desenvolvimento dos novos modelos. “Mesmo num contexto de elevada tecnologia, continuamos a desenvolver os nossos modelos manualmente, com os designers a recorrerem ao barro para moldar e definir as superfícies. É uma abordagem que reflete a identidade e a autenticidade da Mazda”, explica.
Enquanto o parque automóvel mantiver uma elevada percentagem de veículos a combustão e idade média avançada, o modelo de negócio da marca continuará a evoluir de forma gradual. “A transição tem de ser feita acompanhando a realidade do mercado e dos consumidores, sem ruturas artificiais”, e refere que paralelamente, as novas soluções de financiamento estão a alterar a relação com o automóvel e a propriedade “Estamos a assistir a uma mudança clara no comportamento dos clientes, cada vez mais abertos a soluções flexíveis e a novas formas de mobilidade”, destaca Luís Morais.
Quanto à visão da Mazda sobre o advento da condução autónoma, apesar da introdução progressiva de sistemas que permitam automação, a Mazda mantém como prioridade o prazer de condução. “A tecnologia deve apoiar o condutor, mas nunca substituir a ligação emocional ao automóvel. O prazer de condução continuará a ser um valor central da Mazda”, conclui Luís Morais, diretor-geral da Mazda Portugal.
O Podcast ECO Auto resulta de uma parceria com o Mundo Automóvel e está disponível no Spotify e na Apple Podcasts.
Assista ao episódio completo aqui:
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