Baird processa seguradora Chubb após fraude cibernética
Após a seguradora recusar pagar a apólice suplementar, a empresa recorreu ao tribunal apresentando uma queixa por alegado incumprimento contratual, má-fé e pedindo uma declaração judicial.
A Robert W. Baird & Co., uma empresa multinacional americana de investimentos e serviços financeiros, sofreu uma perda de 5 milhões de dólares devido a uma fraude cibernética e, agora, apresentou uma queixa no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Oriental do Wisconsin contra a seguradora Chubb, alegando incumprimento contratual, má-fé e pedindo uma declaração judicial.
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Conforme avança a Insurance Business Magazine, o caso remonta a novembro de 2024, quando a Baird foi vítima de fraude cibernética durante uma transação com o Município de White Lake. A empresa, que negociava a compra de 29 milhões de dólares em obrigações municipais, recebeu um e-mail supostamente enviado pelo supervisor municipal, Rik Kowall, solicitando a transferência dos fundos para uma nova conta no Citibank. A mensagem, contudo, era fraudulenta. Apesar da rápida atuação das autoridades e dos bancos envolvidos, a Baird conseguiu recuperar apenas parte do valor, ficando sem 5.153.840,49 dólares.
Na altura, a Baird possuía uma apólice principal de Instituição Financeira com a AIG e uma apólice suplementar com a Chubb. A AIG reconheceu a perda e pagou o limite da apólice – 2,5 milhões de dólares – ao abrigo da cláusula de “Cobertura para Pagamentos Induzidos por Fraude”. Já a Chubb recusou efetuar o pagamento, alegando que o Município de White Lake “não tinha contratado com a Baird para fornecer bens ou serviços”, não se enquadrando assim na definição de “fornecedor requisitante” prevista na apólice.
A Baird ripostou afirmando que, enquanto instituição financeira, os “bens” com que lida são instrumentos financeiros e os “serviços” que presta são serviços financeiros, argumentando que a recusa da Chubb tornava a cobertura irrelevante para o seu tipo de atividade.
Na queixa apresentada, a empresa acusa a seguradora de agir de forma arbitrária, pedindo ao tribunal uma declaração das obrigações da Chubb ao abrigo da apólice suplementar, bem como indemnização por incumprimento contratual e danos punitivos pela alegada má-fé.
O processo encontra-se ainda em fase inicial, e as alegações não foram comprovadas até ao momento.
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