Fundo português 33N lidera investimento de 10 milhões para empresa espanhola combater fraude
Fundo de capital de risco criado por dois ex-quadros da Sonae liderou a ronda de financiamento da Acoru para combater fraude e o branqueamento de capitais potenciados pela inteligência artificial.
A startup espanhola Acoru, especializada em detetar, precocemente, intenções criminosas e impedir que os clientes bancários caiam em esquemas fraudulentos, acaba de levantar 10 milhões de euros, numa ronda de investimento liderada pelo fundo de capital de risco português 33N Ventures. Um financiamento que vai permitir ajudar a prever e prevenir fraudes e branqueamento de capitais alimentados por IA, segundo adianta a empresa em comunicado.
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Além do capital de risco fundado pelos ex-quadros da Sonae Carlos Alberto Silva e Carlos Moreira da Silva, os investidores existentes, Adara Ventures e Athos Capital, também participaram na operação, que vai permitir à startup espanhola focar-se em prevenir esquemas de fraude potenciados por IA generativa, como deepfakes, clonagem de voz e engenharia social.
“Os burlões de hoje têm ferramentas mais poderosas do que nunca. A nossa abordagem permite antecipar futuras vítimas , ‘money mules’ e contas em risco, identificando sinais de alerta que outros sistemas não conseguem detetar. Com o nosso modelo inovador, os bancos podem partilhar classificações de contas através de uma rede centralizada, criando uma verdadeira defesa coletiva. É uma mudança de paradigma na forma como se combate a fraude”, explica Pablo de la Riva Ferrezuelo, CEO e cofundador da Acoru, citado em comunicado.
O responsável nota ainda que “a inteligência artificial mudou radicalmente o panorama da fraude e do branqueamento de capitais. Não é realista esperar que tecnologias criadas em 2010 consigam combater o tipo de fraude que ocorre em 2025″.
Para Carlos Moreira da Silva, partner da 33N Ventures, “a fraude voluntária tornou-se um dos desafios mais graves e subestimados do sistema financeiro atual. Afeta indivíduos, famílias e instituições“, acrescentando que “estes esquemas são notoriamente difíceis de detetar e travar e, com o avanço da IA, tornar-se-ão mais frequentes, sofisticados e destrutivos”.
“O que mais nos impressionou na Acoru não foi apenas a visão, mas também a rara combinação de profundo conhecimento técnico e capacidade de execução da sua equipa fundadora”, salienta. “Na 33N Ventures, orgulhamo-nos de apoiar a Acoru na redefinição da forma como a fraude financeira é identificada e prevenida”, conclui.
As fraudes bancárias têm vindo a aumentar, forçando as instituições a reforçar os mecanismos de cibersegurança para proteger os seus clientes. “Estima-se que as fraudes bancárias e os esquemas de burla representam perdas anuais de quase 500 mil milhões de dólares a nível global”, destaca o comunicado.
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