Fintech com escala modesta no setor bancário europeu, afirma DBRS

  • Lusa
  • 16 Setembro 2025

“A vasta maioria dos clientes, em particular nos segmentos sénior e de rendimentos altos, confiam geralmente nas instituições tradicionais para as suas atividades bancárias principais", diz a DBRS.

Os bancos fintech ainda representam uma escala modesta no ecossistema bancário europeu, sendo a banca tradicional preferida por clientes com mais recursos, segundo a Morningstar DBRS.

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“A vasta maioria dos clientes, em particular nos segmentos sénior e de rendimentos altos, confiam geralmente nas instituições tradicionais para as suas atividades bancárias principais, usando bancos alternativos para contas secundárias”, refere um comentário dos analistas da Morningstar DBRS divulgado esta terça.

Ainda assim, estes neobancos, como Revolut, Wise, Klarna ou N26, “possuem uma vantagem distinta assente no ADN das ‘fintech’, que é a sua capacidade de integrar rapidamente tecnologia de ponta”, como Inteligência Artificial (IA) ou machine learning.

Os analistas da agência admitem que o efeito disruptivo dos neobancos no setor ainda é uma incerteza, mas admitem que a curto e médio prazo “é improvável”, uma vez que os principais bancos continuam a modernizar as suas ofertas e estão a entrar no campo das fintech.

No comentário, é destacado “o crescimento significativo” dos neobancos europeus nos últimos cinco anos, “cujos indicadores de balanço cresceram em média cinco vezes”. Para este crescimento, além da injeção de capital por investidores, estes bancos têm conseguido conquistar novos clientes através de taxas de remuneração dos depósitos mais altas face aos incumbentes.

Este crescimento também levou a uma maior supervisão, “em particular nas áreas de combate ao branqueamento de capitais e prevenção de crimes financeiros”, o que levou a várias multas nos últimos anos que totalizaram dezenas de milhões de euros. Agora, e à medida que adquirem licenças para outras áreas do setor financeiro, começam, também, a explorar outros segmentos.

Entre os casos nomeados, a Klarna “está gradualmente a transformar-se de um ‘buy now, pay later’ [pagamentos fracionados] a um modelo mais universal”, com poupança e cartões de crédito, enquanto a Trade Republic, após obter licença germânica, “aspira expandir a sua oferta nos próximos anos”.

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