Governo volta a prolongar medidas excecionais para simplificar produção de renováveis

Trata-se do quarto prolongamento de um conjunto de medidas que, segundo o Governo, "têm sido cruciais para promover uma transição energética célere".

As medidas excecionais de simplificação dos procedimentos para a produção de energia a partir de fontes renováveis vão voltar a ser prolongadas. A decisão foi tomada no Conselho de Ministros de 19 de dezembro e formalizada num decreto-lei publicado esta segunda-feira, em Diário da República, que determina 31 de dezembro de 2026 como fim do novo prazo.

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Criado em 2022, num ano marcado por uma crise energética na Europa, resultado da guerra na Ucrânia, o Governo (na altura, liderado por António Costa), procurou simplificar os procedimentos administrativos aplicáveis à produção de energia a partir de fontes renováveis.

As medidas incluem a simplificação da avaliação de impacto ambiental para projetos fora de áreas sensíveis, a adaptação dos regimes ambientais para projetos de hidrogénio por eletrólise e a compensação aos municípios pela instalação de centros eletroprodutores e de armazenamento.

O atual Executivo reconhece que as medidas “têm sido cruciais para promover uma transição energética célere, eficiente e justa, fortalecendo a segurança energética do país, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e impulsionando o cumprimento das metas climáticas e energéticas a nível nacional e europeu”. Contudo, recorda, “o seu prazo de vigência termina a 31 de dezembro de 2024”.

Assim, “e considerando o contínuo reforço normativo da União Europeia em matéria de transição energética”, o Ministério das Finanças e o Ministério do Ambiente e da Energia decidiram prorrogar por mais dois anos este apoio, fazendo desta a quarta vez que prolonga este regime.

Esta alteração legislativa é urgente para garantir a segurança jurídica, o interesse público e o progresso nas metas climáticas nacionais e europeias“, lê-se no diploma.

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