“Não é a quente que se mexe na arquitetura do direito”, diz Montenegro
O lider do PSD adiantou ainda que o partido está disponível para um debate sobre melhorias na Justiça, mas que deverá acontecer só depois das eleições.
O presidente do PSD, Luís Montenegro, afirmou este sábado que o caso das detenções de políticos da Madeira, que entretanto forma libertados, mostra que há melhorias a fazer no Código Penal, mas explicou que essa reflexão terá de ser feita após as eleições de 10 de março.
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Em declarações aos jornalistas em Espinho, Montenegro recordou que esteve no grupo de trabalho que em 2006 e 2007, “promoveu, em conjunto com muitas forças da sociedade, desde logo todas as profissões da área da Justiça, na reforma do Código Penal e do processo do Código Penal”.
“E hoje olhando para trás, algumas das intenções que o legislador teve não foram alcançadas“, admitiu. “Esta em particular, do mecanismo de detenção fora do flagrante delito e do primeiro interrogatório judicial, mas há outras, na área do respeito pelo segredo de justiça, na área de algumas diligências que devem ser complementares da obtenção da prova e não é o essencial do processo penal”.
Para o líder do PSD não é, no entanto, “a quente, com casos concretos em cima da mesa, nem é a quente, a três semanas de eleições legislativas que se mexe na arquitetura do direito penal português”.
“Eu tenho a responsabilidade de dizer que estamos disponíveis para participar numa reflexão, num debate alargado, no pós-eleições para melhorar alguns aspetos que são menos positivos, concluiu”.
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