Novo edifício do Governo terá loja do cidadão e biblioteca aberta ao público
A ainda sede da CGD vai receber boa parte dos ministérios e gabinetes do Governo. O Tribunal de Contas já validou investimento previsto de cerca de 40 milhões de euros até final da legislatura.
O novo edifício do Governo, na atual sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Lisboa, vai ter uma loja do cidadão e uma biblioteca aberta ao público, anunciou esta segunda-feira a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, durante uma audição no Parlamento, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2024.
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“O edifício terá maior capacidade de abertura ao público. Vai ter uma loja de cidadão, uma biblioteca aberta ao público”, afirmou a governante.
Mariana Vieira da Silva revelou ainda que o Tribunal de Contas já validou o investimento de 40 milhões de euros para a relocalização dos ministérios: “No âmbito da concentração dos gabinetes governamentais, já recebemos o visto do Tribunal de Contas para as iniciar as obras”.
De salientar, contudo, que o custo, de 40 milhões de euros, é a estimativa global até ao final da legislatura (2026). Com a demissão do primeiro-ministro, e consequente queda do Governo, o País vai para eleições antecipadas a 10 de março de 2024, a dois anos do termo do mandato, o novo Executivo pode reverter este investimento.
Em março, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma autorização de despesa para obras de beneficiação e adaptação do 7.º piso do edifício-sede da CGD, no valor de 5,4 milhões de euros. O investimento total, até ao final da legislatura, deverá rondar 40 milhões de euros, mas só será concretizado caso o novo Governo, saído das eleições antecipadas do próximo ano, mantenha este plano.
O Executivo prevê que esta concentração gere uma poupança de cerca de 800 mil euros por ano, em rendas atualmente pagas pelo Estado a privados, e cerca de cinco milhões de euros por ano em encargos com a gestão de serviços como segurança, manutenção, limpeza, jardinagem, fornecimento de energia elétrica e fornecimento de água.
Por outro lado, os imóveis públicos que serão desocupados – avaliados em cerca de 600 milhões de euros – poderão ser objeto de rentabilização, visando contribuir para o objetivo de reforço da oferta habitacional.
Os ministérios da Habitação, Infraestruturas, Economia, Coesão Territorial, Agricultura e Ambiente devem ser os primeiros a mudar-se para o edifício da CGD na Avenida João XXI. Seguir-se-ão os restantes ministérios, com exceção das Finanças, Defesa e Negócios Estrangeiros, que deverão manter-se nas moradas que ocupam atualmente.
A previsão do Governo é vir a ocupar uma área correspondente a “8,5 mil metros quadrados” no edifício da CGD, que acrescem aos “3,2 mil metros quadrados” que já são ocupados atualmente com entidades e serviços da Administração Pública, avançou, em março, a ministra da Presidência. Já o 8.º piso, atualmente ocupado pela administração da CGD, deverá, assim que desocupado, receber o gabinete do primeiro-ministro.
Desde abril do ano passado que várias entidades já ocupam 3,º piso da sede da CGD, como a secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros, que já tem parte da sua equipa a trabalhar no local, o centro informático do Governo, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) e toda a formação do Instituto Nacional de Administração (INA).
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