Governo anuncia maior compra de sempre de comboios da CP. Investimento é de 819 milhões de euros

Investimento, o maior de sempre em comboios, tem como objetivo "substituir material obsoleto, em alguns casos com 70 anos", diz Pedro Nuno Santos. O primeiro comboio deve ser entregue em 2026.

O ministro das Infraestruturas anunciou que foi aprovada uma autorização para lançar um concurso para 117 automotoras elétricas, em Conselho de Ministros. Esta é a “maior compra de comboios por parte da CP de toda a sua história”, adiantou Pedro Nuno Santos. Esta compra representa um investimento de 819 milhões de euros.

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Este investimento tem como objetivo “substituir material obsoleto, em alguns casos com 70 anos”, explica o ministro, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, bem como dar “resposta às necessidades da população”.

Nesta compra, 62 automotoras são para serviço urbano: 34 para a linha de Cascais, “substituir as atuais com mais de 50 anos”, 16 unidades para as restantes linhas da Área Metropolitana de Lisboa e 12 para reforço dos serviços urbanos do Porto, explicou o ministro. Já as outras 55 automotoras elétricas são para serviço regional.

Quanto aos timings deste processo, o primeiro comboio deve ser entregue em 2026, a uma cadencia de três por mês até 2029. “Infelizmente, os comboios demoram o seu tempo a serem fabricados, para além do processo de contratação pública”, admitiu o ministro. Ao lançar o concurso em 2021, “conseguimos adjudicação no final de 2022 e temos sempre três anos e meio a quatro anos para conseguirmos ter primeiro comboio a ser entregue”, explicou.

Pedro Nuno Santos adiantou ainda, neste que apelidou um “dia histórico para a ferrovia nacional”, que se “somam a estas 117 automotoras mais 22 para serviço regional, cujo concurso já tinha sido lançado há algum tempo mas ainda não tinha calendarização”. Estas foram adjudicadas à empresa suíça Stadler.

O ministro esclareceu que o financiamento é do Quadro Financeiro Anual da União Europeia (UE), sendo que a ferrovia não foi incluída no Plano de Recuperação e Resiliência porque podia ser incluída no orçamento de longo prazo da UE.

A par deste investimento foi também tida em conta a “estratégia industrial”, sublinhou o ministro, sendo que será criado um centro de competências ferroviário em Guifões, em Matosinhos.

(Notícia atualizada às 15h10)

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