“Bazuca europeia” vai injetar cinco mil milhões diretamente nas empresas
O Governo decidiu dar mais dinheiro às empresas no Programa de Recuperação e Resiliência. A gaveta da capitalização das empresas vai ser reforçada.

O Governo entregou esta madrugada na Assembleia da República o Programa de Estabilidade com previsões macroeconómicas até 2025. Neste documento, a equipa de João Leão também desvenda o impacto que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), a chamada “bazuca” europeia, terá na criação de riqueza em Portugal.
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No âmbito deste programa de ajuda europeia, Portugal vai receber 16.643 milhões de euros, sendo 13.944 milhões de euros financiados através de subvenções (dinheiro a fundo perdido) e 2.699 milhões de euros através de empréstimos.
Para as empresas, o Governo tinha prevista uma injeção direta de 4,6 mil milhões de euros para investirem até 2026. Perante algumas queixas por parte dos empresários, o Governo decidiu reforçar essa verba para cinco mil milhões de euros.
O programa empresarial com maior reforço de fundos é do da “capitalização das empresas” que antes tinha destinado uma verba de 1.250 milhões e agora vai passar a ter um total de 1.550 milhões, ou seja, terá um incremento de 300 milhões.
Estas são as outras gavetas com dinheiro que irá diretamente para as empresas:
- Inovação = 1.364 milhões
- Qualificações de Recursos Humanos = 630 milhões
- Descarbonização = 715 milhões
- Bioeconomia = 145 milhões
- Transição Digital = 650 milhões
Além dos apoios diretos, o Programa de Estabilidade prevê que o PRR também venha a ter um impacto indireto nas empresas, sobretudo através de obras públicas que serão adjudicas às empresas privadas e das externalidades conseguidas através do investimento público:
- Infraestruturas = 690 milhões
- Gestão hídrica = 390 milhões
- Eficiência energética dos edifícios = 70 milhões
- Hidrogénio e renováveis = 371 milhões
- Qualidade das Finanças Públicas = 406 milhões
- Justiça económica e ambiente de negócio = 267 milhões
- Digitalização da Administração Pública = 578 milhões.
Para além disso, o Governo pisca o olho às empresas com o Banco de Fomento. Escreve que o novo banco “servirá para apoiar o desenvolvimento da economia através da disponibilização de soluções de financiamento, nomeadamente por dívida, em condições de preço e prazo adequadas à fase de desenvolvimento de empresas e projetos, potenciando a capacidade empreendedora, o investimento e a criação de emprego”.
Para dotar o Banco de Fomento com os recursos necessários para financiar o investimento planeado no âmbito do programa InvestEU, o Governo vai buscar ao PRR 250 milhões de euros para aumentar o capital desta instituição financeira.
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