Bruxelas insiste que PRR contenham contributos das consultas públicas

  • Lusa
  • 11 Março 2021

Bruxelas reforça que os planos de recuperação e resiliência que os Estados-membros devem apresentar até final de abril devem refletir os contributos de todos os participantes nas consultas públicas.

A Comissão Europeia reiterou esta quinta-feira a importância de os planos de recuperação e resiliência que os Estados-membros devem apresentar até final de abril para aceder aos fundos refletirem os contributos de todas as partes interessadas participantes nas consultas públicas.

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Num debate no Parlamento Europeu sobre “o respeito pelo princípio da parceria na elaboração e implementação dos planos nacionais de recuperação e resiliência”, o vice-presidente executivo da Comissão responsável pela pasta Uma Europa ao Serviço das Pessoas, Valdis Dombrovskis, sublinhou que “a implementação dos planos só será um sucesso com o apoio dos parceiros sociais e da sociedade civil em todas as fases do processo”, razão pela qual Bruxelas acautelou o seu devido envolvimento.

“Por essa razão, os regulamentos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência contemplam cláusulas fortes a este respeito”, disse, apontando que “os planos dos Estados-membros têm de incluir um sumário das consultas com as partes interessadas, por exemplo com autoridades locais e regionais, parceiros sociais, organizações da sociedade civil ou organizações da juventude”.

Dombrovskis sublinhou que “não se trata apenas de realizar consultas públicas”, mas também traduzir nos planos as propostas e contributos dos participantes.

“Os Estados-membros também têm de explicar de que modo os planos refletem os contributos das partes intervenientes. Dada a abrangência e os objetivos do mecanismo, isto é mais que lógico. Por exemplo, os Estados-membros têm de explicar como os planos contribuem para melhorar a coesão tendo em conta disparidades locais, regionais e nacionais”, prosseguiu.

Valdis Dombrovskis realçou ainda que “também será vital envolver as autoridades locais e regionais, parceiros sociais e sociedade civil no processo de pôr em prática os planos nos anos que se seguem”, considerando que tal “é fundamental para ajudar a traduzir objetivos ambiciosos em iniciativas políticas concretas com benefícios para as pessoas e empresas no terreno”.

O vice-presidente executivo afirmou ainda que “a Comissão está atualmente a trabalhar muito intensamente com os Estados-membros para os ajudar a melhorar e finalizar tão rapidamente quanto possível os seus planos de recuperação e resiliência”, de modo a que os primeiros desembolsos possam ocorrer já em julho.

Na semana passada, 20 dos 27 Estados-membros já haviam apresentado esboços dos planos, “ou grande parte de elementos” dos mesmos. Apenas Áustria, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Estónia e Holanda ainda não o haviam feito.

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