Poucas seguradoras têm intenção de recrutar em 2021
Companhias preveem aumentar menos o número de colaboradores do que previam em 2019 para este ano, revela estudo junto de dez seguradoras que operam em Portugal e empregam mais de 6.200 pessoas.
Em Portugal, dois terços, ou 67% das seguradoras pretende manter o número de colaboradores no ano de 2021, intenção organizacional reforçada face a 2019, quando a perspetiva de manter o número de colaboradores no ano que corre era de 56%, revelam os dados de um estudo realizado em Portugal, com informação de 10 companhias, constituindo base de análise de 6.257 postos de trabalho.
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Os mesmos dois terços do universo estudado afirmam que atribuem Incentivos de Longo Prazo a alguns dos seus colaboradores, enquanto 71% das empresas concede subsídio escolar para apoio à educação dos filhos dos colaboradores.
O subsídio de creche é oferecido por 43% das empresas do setor segurador, enquanto o automóvel é um benefício atribuído em 90% das companhias a operar em Portugal.
As conclusões são do Total Compensation – Setor Segurador 2020, um estudo de regularidade anual que a consultora Mercer acaba de divulgar e que tem objetivo de aferir as tendências de políticas e práticas de compensação e benefícios no setor de seguros.
De acordo com o relatório anual, 11% das empresas do setor manifestaram a intenção de aumentar o número de colaboradores no próximo ano, contra 22% que, em 2019, indicaram a intenção de o fazer em 2020. A intenção de reduzir o número de postos de trabalho em 2021 está ao mesmo nível do que o setor perspetivava para 2020 (22%).
Neste contexto, a “intenção perspetiva de manter o mesmo número de colaboradores cresceu de 2020 para 2021”. Segundo os resultados apurados, 67% das seguradoras pretende manter o número de colaboradores no próximo ano, face aos 56% apurados para 2020.
No que diz respeito aos incrementos salariais, “os fatores que mais condicionam” o setor dos seguros “são os Resultados Individuais do colaborador (89%), Grelha Salarial (78%) e os Resultados da Empresa (67%). Fatores como Antiguidade e o Nível Funcional são as características menos influentes na atribuição do incremento salarial”.
A tendência observada na amostra revela que “a maioria das empresas pratica a revisão salarial uma vez por ano, sendo que 50% realiza no mês de abril, seguindo-se janeiro (20%) e julho (20%)”.
Marta Dias Gonçalves, Surveys Leader da Mercer, refere: “em 2020, fruto da inesperada situação de pandemia e dos seus impactos na economia, o número de empresas que manifestou a intenção de congelar os incrementos salariais não contratualizados de forma a não promover o aumento da massa salarial na sua estrutura de custos aumentou significativamente”.
Analisando a variação salarial face a 2019, “observa-se que globalmente a variação foi ligeiramente positiva, embora numa análise por grupo funcional, seja possível observar que houve um aumento mais relevante para os grupos de Quadros Superiores, Chefias Intermédias e Direção Geral e uma variação negativa para os grupos de Diretores de 1ª Linha, Comerciais e Administrativos/ Operacionais.”
Relativamente à remuneração variável, “a totalidade das empresas seguradoras refere que atribui remuneração variável em forma de Bónus Anual aos seus colaboradores. Os Incentivos de Vendas / Comissões são atribuídos em cerca de 56% das empresas inquiridas, neste caso tipicamente com uma periodicidade trimestral ou mesmo mensal”.
No que respeita aos “Incentivos de Longo Prazo, 67% afirma atribuir esta tipologia de Remuneração Variável a alguns dos seus colaboradores. Face ao Mercado Geral, o setor segurador destaca-se neste ponto, uma vez que a prevalência dos Incentivos de Longo Prazo é de apenas 29% no Mercado Geral”, detalha a mesma fonte.
No plano dos benefícios, a generalidade das companhias do setor oferece complemento de subsídio de doença, plano médico, seguros de acidentes pessoais, seguro Vida e planos de pensões.
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