Imunidade ao novo coronavírus pode durar anos, aponta estudo

  • ECO
  • 18 Novembro 2020

Investigadores concluíram que a maioria dos participantes que recuperaram apresentavam células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir doenças oito meses após a infeção.

Há mais uma notícia de esperança sobre a pandemia. Um novo estudo do instituto La Jolla e da Universidade de San Diego aponta que a imunidade à Covid-19 poderá durar anos ou talvez décadas, revela o The New York Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês). Os investigadores concluíram que a maioria dos participantes que recuperaram apresentavam células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir doenças oito meses após a infeção. Ao mesmo tempo, tudo indica que essas células podem persistir no corpo durante muito mais tempo.

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Esta investigação não foi revista por pares nem publicada em nenhuma revista científica, estando apenas publicada online, contudo, é o estudo mais abrangente sobre a memória imunológica em relação ao novo coronavírus realizado até hoje, salienta o jornal.

“Esses níveis de memória provavelmente evitariam que a grande maioria das pessoas contraiam doenças graves durante muitos anos”, disse Shane Crotty, virologista do Instituto de Imunologia La Jolla, dos Estados Unidos, que coliderou este estudo. Esta conclusão é importante, uma vez que reforça a tese de que a imunidade ao novo coronavírus é longa, pelo que as futuras vacinas contra a Covid-19 não terão de ser administradas repetidamente para manter a pandemia sob controlo.

Na semana passada, um outro estudo publicado na revista científica Nature demonstrou que quem recuperou do vírus possuía “células de imunidade potentes e protetoras”, mesmo quando os anticorpos não eram detetáveis. Estes estudos “estão todos a pintar o mesmo quadro, de que após umas primeiras semanas críticas, a resposta imunológica parece bastante convencional”, afirmou Deepta Bhattacharya, imunologista da Universidade do Arizona, citado pelo jornal norte-americano.

Além disso, a investigação revela ainda que os sobreviventes da Sars-CoV-2, que provoca a Covid-19, ainda carregam certas células imunológicas importantes 17 anos após a recuperação.

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