Afinal, impacto do Novo Banco no défice vai ser de 275 milhões
Orçamento do Estado para 2021 não prevê qualquer verba para o Novo Banco, mas vai pesar nas contas públicas. Défice de 4,3% conta com impacto de 275 milhões de euros.
O Novo Banco ficou fora do Orçamento do Estado para 2021. Não há empréstimo do Estado para o Fundo de Resolução (FdR), sendo as necessidades cobertas por um empréstimo da banca comercial no valor de 275 milhões de euros. A instituição liderada por António Ramalho irá ter assim um impacto nas contas públicas dos mesmos 275 milhões.
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“O que temos no orçamento do FdR são empréstimos do setor financeiro no valor de 275 milhões de euros e receitas próprias do FdR“, diz o ministro das Finanças. “Não há aqui qualquer intervenção do Estado, [o OE 2021] não tem nenhum empréstimo ao FdR no próximo ano”, acrescentou Leão na apresentação do documento.
“O que está previsto é que o sistema bancário vai emprestar ao FdR e é apenas através do empréstimo e receitas próprias que este se financia”, reiterou João Leão, isto depois de na proposta ter sido incluído erradamente uma verba de 468 milhões para o FdR que, mais tarde, as Finanças vieram esclarecer que, afinal, se tratava de dinheiro para a CP.
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"O Funo de Resolução é uma entidade que faz parte do sistema financeiro e essa entidade, por uma questão estatística, por estar no perímetro do Estado, pode ter impacto nas contas [públicas] de cerca de 200 milhões de euros.”
Apesar de afastar a injeção direta do Estado no Novo Banco, que era uma das linhas vermelhas do Bloco de Esquerda nas negociações para a aprovação do documento na generalidade, o banco que resultou da resolução do BES em 2014 acabará por entrar no OE 2021. Irá ter um impacto nas contas públicas num ano em que o Governo prevê um défice de mais de 4%.
O FdR é “uma entidade que faz parte do sistema financeiro e essa entidade, por uma questão estatística, por estar no perímetro do Estado, pode ter impacto nas contas [públicas] de cerca de 200 milhões de euros”, disse Leão, mas após esclarecimento solicitado pelo ECO às Finanças, confirmou-se que o valor correto, e considerado no défice de 4,3% estimado para 2021, são os 275 milhões. “É algo que ainda não está concretizado. Ainda não é certo que essa operação se materialize. É o máximo que pode vir a atingir”, rematou.
Segundo explicaram os governantes, além dos 275 milhões emprestados pela banca (está a ser formado um sindicato bancário composto por Caixa Geral de Depósitos, BCP, Santander Totta e BPI), o Novo Banco será financiado no próximo ano com recursos próprios do FdR em 200 milhões. O FdR tem receitas anuais de 300 milhões (contribuições periódicas da banca e imposto sobre o setor), sendo que 100 milhões são para pagar juros ao Estado e aos bancos.
(Notícia atualizada pela última vez às 14h10 com o esclarecimento do Ministério das Finanças de que o impacto nas contas públicas é de 275 milhões de euros e não de 200 milhões)
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