Bloco quer criar um subsídio de desemprego extraordinário de 439 euros
Os bloquistas propõem a criação de um "subsídio de desemprego especial" e que todas as empresas fiquem proibidas de despedir trabalhadores, independentemente do vínculo.
O Bloco de Esquerda (BE) quer criar um subsídio de desemprego extraordinário para os contribuintes que perderam rendimentos durante a pandemia e que não tenham acesso ao subsídio de desemprego “normal”. Outras das propostas do partido passa por proibir que todas as empresas despeçam trabalhadores, independentemente do vínculo que estes tenham.
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“Em Portugal, o mínimo é criar esse subsídio de desemprego especial para quem não tem acesso ao subsídio de desemprego de forma nenhuma”, disse a líder do Bloco esta terça-feira, em declarações aos jornalistas. “Seja porque nunca cumprirá prazos de garantia, seja porque o próprio regime de Segurança Social não admite o acesso ao subsídio de desemprego, seja porque estão em regimes especiais, seja porque são trabalhadores informais”.
Catarina Martins referiu que, de acordo com a proposta dos bloquistas, este novo apoio deverá “vigorar até ao final do ano” e ser equivalente ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS), atualmente nos 438,81 euros. “É a única maneira de abranger todas as pessoas que perderam rendimentos”, disse.
Além disso, o Bloco propõe ainda que o Estado lance uma “grande campanha para a erradicação do trabalho informal e do abuso do trabalho precário”. A líder bloquista explicou que, a partir dos pedidos recebidos para este subsídio especial, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ficará com um “mapa do que é o trabalho informal e do abuso laboral”, permitindo atuar na fiscalização.
Uma terceira proposta do partido passa pelo alargamento das proibições de despedimento a todo o tipo de empresas e trabalhadores. “O Bloco propõe que em todos os apoios do Estado haja a condição de manter todos os postos de trabalho, independentemente do vínculo do trabalhador. É a única forma de protegermos os trabalhadores em Portugal”, disse Catarina Martins.
A última proposta dos bloquistas tem a ver com a substituição da medida do lay-off por um apoio às empresas que mantenham os salários a 100%, para empresas com atividade paralisada ou reduzida devido à crise.
(Notícia atualizada às 11h10 com mais informação)
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