Costa Silva quer mais Estado na economia. “Precisamos é de menos”, diz Rui Rio
António Costa Silva, o homem escolhido pelo Governo para desenhar o plano de retoma da economia, é a favor de "mais Estado na economia". E Rui Rio já respondeu: "Precisamos é de menos Estado".
Rui Rio mostra-se “admirado” com a posição de António Costa Silva, que considera que o país precisa de “mais Estado na economia”. Confrontado com esta posição do homem escolhido pelo Governo para desenhar o plano de recuperação da economia no pós-crise, o presidente do PSD discorda. Tem uma posição exatamente oposta.
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“Mais Estado na economia? Sinceramente fiquei admirado com uma coisa dessas, porque aquilo que nós precisamos é, justamente, de menos Estado. Não é só na economia. Menos Estado no nosso dia-a-dia e na nossa vida”, afirmou, em declarações transmitidas pela RTP3, em reação à entrevista concedida por Costa Silva à RTP em que defendeu “mais Estado na economia” para proteger as empresas e o emprego.
Dito isto, Rui Rio acrescentou: “Uma coisa é ser social-democrata como sou, outra coisa é haver Estado a mais. Estado a mais já vai para lá daquilo que eu próprio defendo. Não sou liberal, mas não podemos ter o Estado por todo o lado”.
O Expresso revelou este fim de semana que o primeiro-ministro, António Costa, delegou num “paraministro” a tarefa de desenhar um plano de recuperação da economia depois do choque provocado pelo surto de Covid-19. A figura escolhida foi António Costa e Silva, o presidente executivo da petrolífera Partex, gerando críticas de alguns partidos, que recusaram sentar-se à mesa das negociações com uma pessoa fora do Executivo.
Sobre isso, o presidente do PSD disse não se importar que António Costa e Silva esteja presente em reuniões do partido com o Governo acerca desse tema. Mas rejeitou a hipótese de aceitar Costa e Silva como interlocutor.
“Não tenho nada contra nem a favor de que o Governo ausculte quem quer que seja. Desde que, depois, no momento em que se converse sobre as reformas, o interlocutor seja o Governo. Se o engenheiro António Costa e Silva estiver nas reuniões, não tenho nada contra”, disse. Porém, se for o interlocutor, isso o partido “não iria aceitar”, concluiu.
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