Depois do estado de emergência, pode vir aí o de calamidade. O que prevê?

  • ECO
  • 30 Abril 2020

O estado de emergência tem fim anunciado. Com a abertura gradual da economia em maio, deverá ser decretado o estado de calamidade pública, com medidas semelhantes de isolamento.

O Presidente da República já confirmou que o estado de emergência, em vigor desde meados de março, não será prolongado e que terminará já no início de maio. Começa assim uma fase de controlo da pandemia em Portugal, caracterizada por uma tentativa de reabertura gradual da economia no país.

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Marcelo Rebelo de Sousa e o Governo de António Costa têm sido claros: o fim do estado de emergência não é um regresso à normalidade. Essa estará, provavelmente, a mais de um ano de distância, altura em que se espera que os cientistas descubram uma vacina para o novo coronavírus. Para já, e para não banalizar o mecanismo do estado de emergência, poderá ser decretado o estado de calamidade pública.

Como já disse o primeiro-ministro, mesmo sem o estado de emergência, os decisores políticos continuam a ter vários instrumentos legais que permitem manter em vigor as recomendações de confinamento em vigor. “Independentemente do estado de emergência, há um conjunto de outros instrumentos legais, seja a legislação de saúde pública, seja a Lei de Bases de Proteção Civil, que permite manter normas de confinamento, de restrição à circulação ou de condicionamento no funcionamento de determinados estabelecimentos”, disse António Costa.

Assim, num eventual estado de calamidade pública, poderão ser estabelecidas no país regras de fixação e limites ou condicionamentos à circulação ou permanência de pessoas, ou de outros seres vivos ou veículos, por razões de segurança por causa do novo coronavírus. O estado de calamidade pública é, por isso, uma medida menos gravosa do que o estado de emergência, mas nem por isso significa que tudo volta ao normal. Ainda há um longo trabalho pela frente.

Para já, como foi revelado esta quarta-feira, o plano é que, numa primeira fase, já esta segunda-feira, 4 de maio, possam abrir as lojas com 200 metros quadrados, cabeleireiros, livrarias e stands de automóveis. A 18 de maio, poderão reabrir as lojas com até 400 metros quadrados e também restaurantes, mas com regras específicas. O restante comércio deverá poder abrir em junho.

Ainda assim, todas estas medidas permanecem condicionadas, desde logo, a uma evolução favorável da pandemia no país. Além disso, será obrigatório o uso de máscara comunitária nos espaços públicos fechados, sendo certo que Marcelo Rebelo de Sousa e o Governo não hesitarão em decretar novamente o estado de emergência caso se verifique uma segunda vaga da pandemia.

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