AHRESP lança plataforma de monitorização do financiamento bancário
Empresas podem registar a evolução do seu processo de financiamento na plataforma, beneficiando do apoio e acompanhamento da associação na ultrapassagem dos constrangimentos.
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) anunciou a criação de uma Plataforma de monitorização de financiamentos bancários para apoiar as empresas do setor no acesso às linhas de crédito.
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Através desta plataforma, que já está disponível no site da AHRESP, as empresas podem registar a evolução do seu processo de financiamento, beneficiando do apoio e acompanhamento da associação na ultrapassagem dos constrangimentos com que se venham a deparar durante este processo.
Em comunicado, a AHRESP refere que na base da criação desta plataforma esteve a incerteza que o surto de Covid-19 veio trazer ao futuro das empresas que operam nos setores da restauração e alojamento e “os constrangimentos gerados pelas linhas de financiamento”.
Assinalando que sempre alertou para as dificuldades no acesso às linhas de financiamento bancário e que defende como “melhor solução”, a “injeção de liquidez nas empresas, diretamente pelo Estado”, a AHRESP sublinha a necessidade de os apoios financeiros disponíveis chegarem “efetivamente às empresas” de forma urgente.
“No entanto, estes apoios têm-se cingido, na sua esmagadora maioria, a linhas de crédito acessíveis pela banca, o que traz vários constrangimentos para as nossas micro e pequenas empresas na obtenção de uma rápida injeção de liquidez na tesouraria”, refere a associação da hotelaria e restauração, indicando que a plataforma pretende apoiar as empresas a ultrapassar “todos os constrangimentos criados”, atuando junto das entidades competentes, dos bancos e do Governo.
A AHRESP refere ainda que continuará a exigir “novos modelos de financiamento, em condições mais favoráveis”, numa altura em que, de acordo com os resultados de um inquérito promovido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e Banco de Portugal (BdP), se verifica que as restrições impostas pela contenção da pandemia de Covid-19 colocam o alojamento e restauração como o setor que tem a percentagem mais elevada de empresas encerradas temporariamente (55%) e definitivamente (7%).
De acordo com aquele inquérito, divulgado na terça-feira, 37% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios na semana de 06 a 10 de abril, 37% das empresas reportaram reduções no volume de negócios entre 10% e 50% e as empresas temporariamente encerradas reportam maioritariamente reduções superiores a 75%.
As microempresas e as empresas do setor do alojamento e restauração foram as que referiram mais frequentemente reduções superiores a 75% do volume de negócios.
O inquérito do INE e BdP indica ainda que mais de 80% das empresas mantinham-se em produção ou em funcionamento na semana passada, ainda que parcialmente.
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