Estado de emergência pode travar despedimentos no privado
É uma das novidades da renovação do estado de emergência. Decreto do Presidente da República permite ao Governo avançar com medidas que limitem despedimentos no privado nos próximos 15 dias.
É uma das novidades da renovação do estado de emergência. Decreto do Presidente da República permite ao Governo avançar com medidas que limitem despedimentos no privado nos próximos 15 dias.
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Podem ser impostas “limitações ou modificações à respetiva atividade, incluindo limitações aos despedimentos”, refere o documento publicado por Marcelo Rebelo de Sousa na página da Presidência. Este travão será decidido pelo Governo, sendo aprovado na Assembleia da República.
Com a pandemia, que levou o Presidente da República a decretar o estado de emergência a 18 de março, a maior parte dos negócios tiveram de encerrar — ficaram abertos apenas serviços essenciais. A quebra da atividade está a deixar muitas empresas em situação financeiras adversa, levando algumas a avançarem com despedimentos, algo que agora pode ser travado.
O Governo, antecipando o impacto do vírus na economia, avançou com um regime de lay-off simplificado, permitindo o acesso a este a empresas com quebras expressivas na atividade — 3.600 já aderiram a este regime. Neste regime, o trabalhador recebe dois terços do salário, sendo que 30% é assegurado pela entidade patronal e 70% pela Segurança Social.
Uma das condições para acederem a este regime simplificado de lay-off é já o de as empresas não poderem fazer despedimentos, com o Executivo a tentar evitar que a crise atual tenha repercussões maiores no futuro. A previsão do Banco de Portugal é de que a taxa de desemprego passe de pouco mais de 6% para mais de 10%.
A quebra do rendimento das famílias tem um efeito recessivo automático. Dificilmente o país escapará a uma recessão, sendo que o Banco de Portugal aponta para uma contração de 3,7% este ano, no seu cenário base, e de 5,7% num cenário adverso.
(Notícia atualizada às 20h00 com mais informação)
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