Bloco pede a Costa para travar apoios ao Novo Banco

  • Lusa e ECO
  • 9 Novembro 2019

Depois de anunciados os prejuízos do Novo Banco e a perspetiva de mais um pedido de centenas de milhões ao Fundo de Resolução, Catarina Martins quer intervenção de Costa.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse que “o Governo não deve autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber o que se passa”, realçando que o país tem direito a respostas. A afirmação da líder bloquista é feita depois de o Novo Banco anunciar prejuízos de 572,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, antecipando um novo pedido vultuoso ao Fundo de Resolução em março do próximo ano.

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“O mínimo dos mínimos é o Governo não autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber exatamente como estão as coisas e sem nomear administrador público”, anotou Catarina Martins.

Aos jornalistas, a coordenadora do BE recordou que os bloquistas tinham avisado que a resolução do BES “ia custar muito dinheiro aos contribuintes” e vendê-lo a privados seria um erro. “Dissemos que era um erro vender o Novo Banco a privados porque iríamos continuar a pagá-lo mesmo depois de o vender, ou de o oferecer, oferecemo-lo”, considerou.

Segundo Catarina Martins, o Governo tem ainda de nomear um administrador para perceber o que o Novo Banco está a fazer com o dinheiro dos contribuintes. “O Estado tem de ter administrador. Não só para saber o que se passa, mas para poder responder a todo o país. […] Todo o país tem perguntas para fazer sobre o que se está a passar no Novo Banco e tem direito às respostas”, disse.

Num comunicado enviado, na sexta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco indica que o resultado dos primeiros nove meses é “decorrente da combinação de uma perda de 712,4 milhões de euros na atividade ‘legacy’ e de um ganho de 140,1 milhões de euros na atividade recorrente”.

“Neste período, o Grupo Novo Banco registou perdas relacionadas com o processo de restruturação e desalavancagem de ativos não produtivos, designadamente o projeto Sertorius, o projeto Albatros, o projeto NATA II e o processo de venda da GNB Vida, cujo impacto negativo ascendeu a 391 milhões de eur

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