OPEP acorda corte de 1,2 milhões de barris. Petróleo dispara

Os líderes dos principais países exportadores reuniram-se em Viena para decidir estratégia do próximo ano. Debate ficou marcado pela pressão de Donald Trump e pelas sanções dos EUA ao Irão.

Os maiores produtores de petróleo do mundo (excluindo os EUA) vão reduzir a oferta da matéria-prima em 1,2 milhões de barris por dia a partir de janeiro. A decisão foi tomada na reunião de dois dias da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros líderes que alinham no acordo de cortes de produção, que terminou esta sexta-feira em Viena, na Áustria, e que ficou marcada pela pressão do presidente norte-americano Donald Trump para uma inversão na estratégia, bem como pelas sanções ao Irão.

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Os países do cartel vão participar com uma redução de 800 mil barris por dia, enquanto os restantes Estados vão diminuir a produção com 400 mil barris, segundo confirmou o ministro da Energia russo, Alexander Novak, à Reuters. “A Rússia concordou um corte de produção de 2% face a outubro de 2018”, acrescentou.

Após as quedas expressivas do preço desde o pico de outubro, a expectativa sobre o acordo tem levado a uma recuperação nos últimos dois dias. Esta sexta-feira, o Brent sobe 5,16% para 63,16 dólares por barril e o WTI avança 4,35% para 53,74 dólares.

Petróleo continua longe do preço de outubro

As negociações entre os líderes foram atrasadas pela situação iraniana. Após alegar que o Irão tem desrespeitado o acordo nuclear, os EUA aplicaram sanções ao setor do petróleo e gás iranianos, que entraram em vigor em novembro. A União Europeia opôs-se à medida e alguns países importadores (como a China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Turquia) ficaram de fora, mas ainda assim o país defendeu não ter capacidade de cortar a produção devido ao impacto das sanções na economia.

A concorrente Arábia Saudita (que está a ser pressionado pelos EUA a não alinhar na estratégia) não queria, no entanto, assinar qualquer tipo de acordo que excluísse o Irão.

À saída da reunião, o ministro do Petróleo do Irão, Bijan Namdar Xanganeh, explicou que foi alcançado um acordo de princípio. “Conseguimos o que queríamos que era um acordo que beneficia a OPEP e a nação iraniana”, afirmou. A par do Irão, também a Venezuela e a Líbia são excluídas do diminuição da produção devido a crises em ambos países. A extensão do acordo tem efeito a partir de janeiro e será os volumes de produção serão revistos novamente em abril.

(Notícia atualizada às 16h25)

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