Robyn Denholm vai substituir Elon Musk na Tesla

Depois de Elon Musk ser obrigado a deixar o cargo de chairman da Tesla devido a uma investigação por fraude, Robyn Denholm vai ser a sua substituta.

Depois de Elon Musk ser afastado do cargo de chairman da Tesla devido a uma investigação, a empresa anunciou esta quinta-feira que já encontrou um substituto, “com efeitos imediatos”. Robyn Denholm, atualmente responsável pela australiana Telstra, vai sentar-se na cadeira ocupada anteriormente por Musk, passando a ser a nova Presidente do Conselho de Administração da Tesla.

Membro do Conselho de Administração da Tesla desde 2014, de acordo com o seu perfil de Linkedin, Robyn Denholm é atualmente diretora financeira da Telstra Corp. “Para poder dedicar toda a sua atenção ao cargo de presidente da Tesla, Robyn deixará o cargo de diretora financeira e de estratégia na Telstra, a maior empresa de telecomunicações da Austrália, quando o período de seis meses de aviso prévio com a Telstra estiver concluído. Robyn vai desempenhar as funções de Presidente da Tesla a tempo inteiro“, lê-se no comunicado emitido pela Tesla.

A experiência de Robyn na Austrália e em Silicon Valley engloba funções de liderança em várias tecnológicas, como a Telstra, Juniper Networks e a Sun Microsystems. Ao longo da sua carreira também esteve ligada à gestão financeira na indústria automóvel, enquanto esteve na Toyota.

“Eu acredito nesta empresa, acredito na sua missão e estou ansiosa para ajudar Elon Musk e a equipa da Tesla a alcançar lucros sustentáveis e a gerar valor para os acionista de longo prazo”, disse Robyn, citada no comunicado. No mesmo documento, Musk salienta a “vasta experiência em indústria de tecnologia e automóveis” da sua substituta. “Estou ansioso por trabalhar ainda mais de perto com Robyn enquanto continuamos a acelerar a chegada da energia sustentável“.

Elon Musk e as acusações de fraude

Em setembro, Musk chegou a um acordo com a Securities and Exchange Commission (SEC), organismo homólogo da CMVM, que o tinha processado por fraude. Em causa estava um tweet do ex-CEO no qual este admitia tirar a Tesla de bolsa com um prémio de mais de 20%. Esse acordo implicou o pagamento de uma coima de 40 milhões de dólares (cerca de 35 milhões de euros) e ainda um conjunto de sucessões para este cumprir a lei.

Contudo, a autoridade bolsista dos Estados Unidos pediu a um tribunal federal para destituir Musk da presidência e gestão da Tesla, acusando-o de fraude por declarações falsas. Na queixa apresentada no Tribunal do Distrito de Manhattan afirma-se que Musk não discutiu, nem confirmou os termos da operação com qualquer instituição que o pudesse financiar.

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