Fundos Europeus: Ministério do Planeamento diz que problemas com pagamentos estão “ultrapassados”
Depois de uma notícia do JN, de que as mudanças nos sistemas informáticos levaram a problemas com pagamentos de fundos europeus, o ministério esclarece que os problemas "encontram-se ultrapassados".
O ministério do Planeamento e das Infraestruturas nega problemas com pagamentos resultantes das deficiências do sistema de informação, e garante que estes estão ultrapassados. Em causa está uma notícia do Jornal de Notícias, publicada esta sexta-feira, que dava conta de linhas de financiamento ainda por abrir depois do lançamento do Portugal 2020, como consequência das mudanças no sistema informático feitas na transição entre quadros comunitários.
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Numa nota enviada às redações, o ministério refere que “os pagamentos do Fundo Social Europeu (FSE) – especificamente visados pela notícia do JN – atingiram 508 milhões de euros nos primeiros 9 meses deste ano, contra os 359 milhões de euros no mesmo período do ano anterior (2017), ou seja, um crescimento de 42%”. Os problemas informáticos afetaram apenas o início do quadro (2014-2016), explicam.
A publicação indicava que ainda há mais de 3.500 candidaturas ao Fundo Social Europeu por aprovar, e 2.400 pedidos de reembolso por liquidar. Já o ministério reforça que “no Portugal 2020 estão aprovados mais de 31 mil projetos com um investimento de 22,2 mil milhões de euros e um apoio de 14,9 mil milhões de euros, do qual 6,1 mil milhões de euros foram pagos aos beneficiários, entre os quais 2,7 mil milhões do FSE“.
Segundo o Jornal de Notícias, a falta de recursos humanos e a contratação de pessoas sem experiência também ajudaram a que a situação atingisse níveis preocupantes. O ministério rebate que “eventuais ações ou medidas que não revelaram dinâmica suficiente ou não foram iniciadas por falta de adequação às necessidades, foram reformuladas, ou no limite anuladas”.
A entidade destaca também que Portugal é “o país com o maior nível de execução de fundos estruturais da União Europeia em termos percentuais, considerando os países com maiores envelopes financeiros”, e classifica como sendo falso que os “Fundos Europeus [estão] fechados na gaveta há cinco anos”.
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