Mourinho Félix acredita em acordo sobre reforma do euro em junho

  • Lusa
  • 28 Abril 2018

O secretário de Estado das Finanças acredita num acordo sobre medidas concretas para a reforma da Zona Euro na cimeira de junho. Isto apesar de persistirem "diferenças de opinião", refere.

O secretário de Estado das Finanças disse este sábado, em Sófia, acreditar num acordo sobre medidas concretas para a reforma da Zona Euro na cimeira de junho, apesar de persistirem “diferenças de opinião” entre os 19 países da moeda única.

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“Já só faltam dois meses, mas dois meses dá para fazer muito trabalho e dá para avançar muito, assim exista a vontade e a disponibilidade de todos para chegar a consensos e perceber que é fundamental que se avance até junho e ter em junho algo para apresentar, para que o projeto europeu possa ao longo do próximo ano evoluir”, disse Ricardo Mourinho Félix, à saída de uma reunião informal de ministros das Finanças da zona euro e da UE, na Bulgária.

"Já só faltam dois meses, mas dois meses dá para fazer muito trabalho e dá para avançar muito, assim exista a vontade e a disponibilidade de todos para chegar a consensos e perceber que é fundamental que se avance até junho e ter em junho algo para apresentar, para que o projeto europeu possa ao longo do próximo ano evoluir.”

Mourinho Félix

Secretário de Estado das Finanças

Questionado sobre as discussões em torno da reforma do euro e do aprofundamento da União Económica e Monetária – aquele que é o grande desafio do início de mandato de Mário Centeno na presidência do Eurogrupo, com o objetivo assumido de ser alcançado um acordo a 19 sobre “medidas concretas” a serem adotadas na Cimeira do Euro, prevista para final de junho –, Mourinho Félix admitiu existirem divergências, que, todavia, considerou naturais e ultrapassáveis.

“Existem obviamente diferenças de opinião, que têm de ser mitigadas e reduzidas através de uma discussão profícua”, disse, especificando que esses diferentes pontos de vista, “que são conhecidos e têm vindo a ser expressos publicamente, apontam para um balanço que tem que ser encontrado entre a redução de risco e a partilha de risco e uma sequenciação das medidas de partilha e de redução de risco que seja adequada, para que seja possível encontrar um equilíbrio que todos considerem justo”.

Em resumo, disse que, a dois meses de distância da cimeira de junho, “as expectativas são que se chegue a um acordo que permita aos países avançar para uma União Europeia e União Económica e Monetária mais resiliente, que esteja mais preparada para fazer face a futuras crises e que possa, no contexto de uma futura crise, dar uma resposta que os cidadãos europeus anseiam”.

“Essa é ambição. Como é que lá chegamos? As discussões continuam, está-se a fazer o caminho, e penso que vamos ter resultados positivos para apresentar em junho, mas é um caminho que está a ser feito e que continuará a ser feito até junho”, completou.

França e Alemanha também apontam para junho

Os ministros das Finanças de França e da Alemanha também apontaram para junho uma proposta conjunta sobre a reforma da Zona Euro, assegurando estar “a trabalhar” num acordo, nomeadamente quanto ao aprofundamento da União Económica e Monetária.

Falando numa conferência de imprensa conjunta após a reunião informal de ministros das Finanças da União Europeia, que decorreu em Sófia, na Bulgária, o ministro da Finanças francês, Bruno Le Maire, disse acreditar “firmemente” num “compromisso” entre França e a Alemanha para a próxima cimeira europeia, de junho. “Estamos a trabalhar arduamente para encontrar soluções e creio que o vamos conseguir, estou muito otimista”, disse, por seu lado, o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz.

(Notícia atualizada às 17h33 com mais informação)

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